QUEM O DUNGA CHAMOU

Não chamou nem Adriano, nem Ganso, nem Neymar, nem muito menos Ronaldinho Gaúcho, como muitos torcedores, jornalistas e especialistas queriam. Os nomes dos 23 jogadores convocados pelo técnico Dunga para defender o Brasil na Copa deste ano, na África do Sul, são os seguintes:

Goleiros

  • Julio César
  • Gomes
  • Doni

Laterais

  • Maicon
  • Daniel Alves
  • Gilberto
  • Michel Bastos

Zagueiros

  • Juan
  • Lúcio
  • Luisão
  • Thiago Silva

Volantes

  • Gilberto Silva
  • Felipe Melo
  • Josué
  • Kléberson

Meias

  • Elano
  • Ramires
  • Kaká
  • Júlio Baptista

Atacantes

  • Robinho
  • Nilmar
  • Luís Fabiano
  • Grafite

A lista dividiu opiniões. A grande maioria a viu com desconfianças. O técnico, é claro, teve de ouvir as críticas da torcida. Essa comunidade que achei no Orkut que o diga. Foi criada hoje, momentos depois da lista (digo, PowerPoint) ter sido divulgada e já tem mais de 500 membros, até o fechamento desta matéria. No Twiiter, também são inúmeras as queixas dos torcedores em relação a lista.

Quanto ao Ganso e ao Ronaldinho Gaúcho, que ficaram de fora da lista principal, foram relacionados em uma espécie de lista de espera. Caso um dos 23 acima fique impossibilitado de jogar a Copa, eis a lista de sete suplentes:

Suplentes:

  • Alex
  • Sandro
  • Marcelo
  • Ronaldinho
  • Paulo Henrique Ganso
  • Carlos Eduardo
  • Diego Tardelli

Meu irmão dizia aqui que, se a questão era falta de experiência pelo fato de o Dunga não ter chamado Neymar ou Ganso por essa razão, o técnico da Seleção Brasileira Campeã de 1958 (o nome dele: Vicente Feola) não teria chamado o Pelé, na época com 17 anos de idade.

Quanto a ausência de Adriano da lista dos convocados e até dos suplentes, é até justificável. Ele já não jogava mais o que jogava antes. Faltava aos treinos do Flamengo. Teve problemas extra-campo. Na visão de muita gente, ele mesmo foi o responsável por sua não-convocação.

O Dunga fez a lista levando em consideração a experiência de cada um que convocou em amistosos, torneios como Copa América e Copa das Confederações (o que chamei de Grande Teste). É assim: quem o Dunga gostou, tá na Copa; quem nunca vestiu a camisa da seleção enquanto ele era o técnico ou não teve competência suficiente para estar em um torneio do porte e responsabilidade de uma Copa, tá fora. Quem se esforçou um pouquinho mas não o suficiente para estar entre os 23 escolhidos de Dunga, garantiu uma vaga na lista de suplentes. O critério principal foi, segundo o técnico, o “comprometimento dos jogadores com a Seleção”.

Alguns nomes surpreenderam, como os de Michel Bastos e de Grafite. Aí é que não entendi. Garanto que a maioria, assim como eu, não entendeu o porquê de jogadores como os dois estarem relacionados para jogarem uma Copa. Na minha avaliação, a convocação da seleção foi sem graça e sem sal.

Mas foi a convocação do Dunga. Foi a escolha dele. E é essa a seleção que irá entrar para a história como a seleção que jogou a Copa de 2010 na África do Sul. Como essa história vai terminar, vai depender da maneira que o técnico vai comandar a orquestra e de como os jogadores irão corresponder em campo.

Como disse no Twitter agora há pouco, enquanto esta matéria estava sendo escrita, não vamos falar assim de cara que “ah, com essa seleção, o Brasil não ganha a Copa”. Vamos ver como é que essa máquina vai funcionar e se será essa máquina a que vai trazer o sexto título mundial para o futebol brasileiro.

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