Como a pandemia está evoluindo

O mapa do Bing – buscador da Microsoft – do COVID-19 dá um panorama em tempo real de como os números da pandemia estão crescendo. O print seguinte foi tirado às 22:40 do dia 17 de março de 2020 e mostra o número total de casos confirmados da doença. Até amanhã eles passam de 200 mil casos. Enquanto isso está assim:

Para ajudar a entender melhor o que significa cada caso, é assim:

  • Os casos ativos se referem as pessoas ainda doentes ou com o vírus no corpo;
  • Os casos recuperados são os das pessoas que tiveram o vírus, ficaram doentes (ou não) e não tem mais nenhum sinal do vírus no corpo, ou seja, estão curadas;
  • Já os casos fatais são os pessoas doentes que morreram em decorrência das complicações do coronavírus.

Os países mais acometidos são até o momento a China – onde a pandemia começou, a Itália, onde ela ficou mais forte, seguido do Irã, da Espanha, da Alemanha e da Coreia do Sul. O Brasil registrou até o momento 291 casos reconhecidos pelo Ministério da Saúde – o Bing dá como 346, por causa dos dados das secretarias de saúde que o Ministério da Saúde ainda não conta (17 de março, 22:54).

Onde as pandemias tomam forma

Veja como a Europa tá “baleada”: a pandemia – que lembrando, começou na China – se disseminou na Europa a um ponto que países inteiros tiveram que entrar de quarentena. Você nem a vê mais nesse mapa de tantas bolas enormes. Só a Itália, país europeu mais acometido, registra mais de 31 mil casos – quase 2.500 terminaram em óbito.

Você deve ter estudado sobre a Gripe Espanhola de 1918. Pesquisa e vê o estrago. Foi causada por uma variação do H1N1 – ou seja, é a Gripe A que até hoje circula, até hoje tem caso, e em grupos de risco ainda mata. Hoje há vacina para esse vírus e imunidade para enfrentá-lo. O que não existia naquele ano de 1918. Como ainda não há para o SARS-Cov-2.

Pegue o caso da Itália e o da Gripe Espanhola e você vai entender o que não pode se repetir aqui. Na América do Sul, por bem dizer isso começou agora, mas depende da população que ela não evolua.

Para quem estudou história, estar nela parece surreal, mas fundamental para entender porque a história faz sentido. E nos ajuda a entender como as pandemias evoluem.

Como as pessoas estão procurando informação?

O Google Trends tem gráficos específicos sobre o novo coronavírus e eu os contextualizei conforme as coisas evoluem. Já tive que fazer várias mudanças no texto por causa justamente da evolução destes gráficos e você pode acompanhar tudo neste link.

Vale aquelas regrinhas: lave as mãos, cuidado total com os idosos e outros grupos de risco, e o principal, se não tiver necessidade de sair de casa, não saia. Restrições estão sendo adotadas justamente para isso e inevitavelmente você vai acabar passando por alguma delas.

Tudo isso vai passar e é necessário para a nossa saúde. E quanto mais perto chegar, mais longe você tem que se manter.