O risco de ser mais um

É sempre bom você seguir umas fontes interessantes no Facebook e aí eu me deparei com uma publicação do site Update or Die! sobre como a Adobe está repensando os seus produtos por causa das redes sociais. Este é o tema deste post que comecei justamente no meu perfil pessoal, e fiquei pensando: eu precisava de uma leitura como essa! Como posso fazer algo diferente de tudo e não ser mais um?

Segundo o post que eu li, a Adobe “está alerta com o fato de aplicativos como TikTok e Instagram tornarem o aprimoramento instantâneo de fotos e edição de vídeo tão simples para as massas – tornando suas ferramentas profissionais como o Photoshop e o Premiere menos necessárias.”

Os aplicativos estão tomando conta

Digamos que eu nem use tanto mais o Photoshop. De fato, nem tanto. Só naquelas situações mais cascudas ou que exijam um pouco mais – hoje trabalho só com site, redação e mídia social. E onde eu faço a maioria das artes, inclusive esta que ilustra este post? Num aplicativo.

O mais irônico disso tudo é esse aplicativo ser o Adobe Spark; achei melhor de usar do que o Canva – que muita gente usa -, e pelo menos posso tê-lo junto com o Photoshop e usar as fontes que o pacote me oferece pelo que eu pago. É o que eu uso, mas cada um utiliza a solução que seja melhor cômoda e confortável.

Desse jeito, posso fazer as coisas sem a obrigação de me cobrar, porque o meu foco principal são as palavras, a escrita, a própria construção do site, e é aqui que devo me focar e me cobrar. Mas não poderia prescindir dos softwares de imagem. Quero fazer só coisas simples, mas visualmente atraentes. Mas não queria que eles fossem o pilar principal do meu trabalho.

E vai naquilo que eu já previa: os aplicativos estão suplementando os softwares profissionais. Nas fotos, nos vídeos, nas artes gráficas. O usuário comum agora tem todas as ferramentas de edição e publicação em um único aplicativo; de onde você edita, é onde você posta, é onde você cria sua rede.

O que acontece é que os aplicativos criam padrões, porque as pessoas terminam acostumadas aos modelos prontos. E muitas já trocam os serviços de profissionais pelo do it yourself dos aplicativos. É como o Uber tomando uma fatia significativa de passageiros de taxistas – e dos ônibus. Com uma diferença: a reinvenção e a necessidade de refletir sobre posicionamento do seu trabalho.

No vídeo, você precisa surpreender para se sobressair

É uma situação que é vista nos aplicativos de vídeo – onde vocês jamais irão me ver porque eu prefiro escrever mesmo -, mas em foto e edição de mídia social isso já acontece, com o Canva e o – vejam só! – Adobe Spark.

Aplicativo ainda é aquela coisa padronizada, quando falo de vídeo, muitos são iguais, vão no estilo da moda. Em redes sociais com foco em vídeo, só quem surpreender vai se sobressair, e não vai cair no risco de ser mais um entre tantos.

Eu ainda acredito no poder das palavras. E por isso esse é o meu foco. Por essa razão o vídeo será um último recurso – talvez o que você vá ver sejam screenshots de meu trabalho no WordPress, menos meu rosto e minha voz.

Ou você cria um trabalho original e diferente, ou você vai ser só mais um. Simples.

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