ESTAMOS CRESCENDO. E O MOVIMENTO AQUI JÁ É GRANDE

E ainda tem quem não acredite que crescemos, e que o crescimento faz com que os meios se adaptem. É o caso do Rangel, querendo ou não. O cruzamento a seguir mostra o que ao longo dos anos e dois supermercados depois tornou-se o ponto mais problemático de tráfego do bairro. E onde ninguém faz nada por um motivo simples: ninguém parece ligar muito para isso, que “ninguém passa aqui”, etc. Passa sim. E por isso a paisagem das imagens do Street View – que são datadas de 2011 – não existe mais.

Um dos supermercados do bairro percebeu que o seu maior problema era referente a quem chegava de carro até lá. Por conta disso, a paisagem dessas imagens virou um verdadeiro documento histórico. As seis residências que aparecem nas imagens a seguir não existem mais. Foram demolidas para dar lugar ao estacionamento do supermercado – que nós acreditamos que ainda vai crescer. Pode não ser agora, mas em cinco anos cresce.

As casas ao lado do supermercado viraram história.
As casas ao lado do supermercado viraram história.

Todos os moradores que saíram adquiriram residências em outros pontos do bairro. E uma hora sairiam do local como todo movimento residencial que aos poucos se reacomoda – e esse movimento de migração não pára. Certamente são poucos os resistentes que moram num local que tem movimento o tempo todo de carros, pedestres e barracas, e a construção do estacionamento foi uma oportunidade para a parte residencial que existia ir para um local mais tranquilo. O cruzamento das ruas 14 de Julho e Rafael Mororó aumentou muito, e acomodar quem chega era necessário para os comerciantes. Não é para menos que ruas até então tranquilas viraram verdadeiros estacionamentos.

Residências que não existem mais.
Residências que não existem mais.

E sabe como essas casas viraram um estacionamento? Por conta de carros. Carros que não vêm do Rangel, certamente. Qualquer morador do bairro vêm para este ponto a pé. Mas o custo de vida e a necessidade dos clientes de procurar supermercados que vendam os produtos do dia-a-dia a preços que caibam no orçamento doméstico estimulou a migração de demanda de outros bairros para o Rangel. O movimento de compra nos fins de semana é antigo. E não é só isso; a rua acima fica obstruída de barracas, mostrando que o Mercado Público do Rangel esparramou-se para a rua, que é paralela à principal, a 2 de Fevereiro. Novos feirantes que chegaram em busca da atração dessa nova demanda que só aumenta. E sim: outro estabelecimento está nascendo ao lado da padaria, em frente ao agora novo estacionamento do supermercado. A 14 de Julho está literalmente de cara nova, já virou rua comercial, coisa inimaginável há 20 anos atrás.

Cruzamento das ruas 14 de Julho e Rafael Mororó. Que hoje não está mais dessa maneira.
Cruzamento das ruas 14 de Julho e Rafael Mororó. Que hoje não está mais dessa maneira.

Se os comerciantes acompanharam o crescimento da demanda, o mesmo não se pode dizer das autoridades. Isso vai da falta de organização do Mercado Público até o próprio problema do trânsito. Essa área da Rafael Mororó, só para se ter uma ideia, já foi esquisita há 10 anos atrás. Já sofri até assalto nessa área quando não passava um pé de gente ali. Isso foi em 2007. Dois anos depois, começou a ser construído um novo supermercado na rua – ocupa o lugar que já foi de três residências – e o movimento da rua explodiu. A rua outrora esquisita ganhou movimento de carros, caminhões de entrega de mercadorias e pedestres. Além das câmeras de segurança do supermercado que filmam a rua.

O estacionamento do supermercado chegou até o muro do canto direito. Terreno e as casas da esquerda não existem mais.
O estacionamento do supermercado chegou até o muro do canto direito. Terreno e as casas da esquerda não existem mais.

O movimento do comércio do bairro só aumenta e já aponta para a Rangel Travassos, que por sua vez é paralela com a “segunda principal” do Rangel, a São Judas Tadeu. Os depósitos dos dois supermercados que ficam na rua tem entrada justamente na Rangel Travassos. O que isso significa? Mais movimento, o dos caminhões de entrega. A rua será mais uma a se tornar movimentada com o passar dos anos. Somente metade da rua foi calçada: do início da mesma até o cruzamento da Rafael Mororó; depois disso, terra batida. Não tente entender a lógica da Prefeitura em não calçar a outra metade da rua.

O muro das imagens abaixo também não existe mais; em seu lugar foi feito o prolongamento desse corredor de lojas que aparece na imagem. E que vai até a esquina da Rafael Mororó com a Rangel Travassos.

rafael mororó - antes do corredor de lojas
O muro foi substituído por cerca de sete pontos comerciais.

Outra coisa que queremos que você entendesse: um pequeno negócio se tornou grande, e por sua vez atrai outros pequenos negócios, que por sua vez transformam a realidade de uma comunidade. Esses negócios que hoje são pequenos vão crescer pela força empreendedora das pessoas que aqui residem. E somos um bairro de passagem. O Rangel fica a 3 km do Centro de João Pessoa, e é passagem da Zona Oeste de quem vem de bairros como José Américo e até mesmo o maior da cidade, Mangabeira. Não para menos a maioria das linhas de ônibus que passam no bairro têm origem em Mangabeira. O Rangel não possui pontos finais de ônibus, o mais próximo é o do vizinho bairro do Cristo, cujo ponto final de 4 linhas fica no Estádio Almeidão.

Sabemos que estamos crescendo, e porquê estamos crescendo. Mas precisamos que esse crescimento seja notado. Ainda enfrentamos deficiências sérias, a mais grave é a bancária. Todas as transações financeiras do bairro estão sendo feitas numa casa lotérica, isso desde que um correspondente bancário foi fechado. Não é exagero que a falta de agência bancária seja o problema mais crônico do bairro atualmente, entre todos os problemas crônicos que enfrentamos. Não são poucos os que pagam contas acima de 700 reais. Não são poucos os que sacam dinheiro. Não são poucos os que recebem Bolsa Família e só tem a casa lotérica para receber.

Precisamos acompanhar o crescimento do bairro onde moramos. E sabemos que para isso os moradores precisam se adaptar. E batalhar para que o bairro seja autosustentável, pois potencial para isso, nós temos.

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