A VOLTA DA QUEIMA DE FOGOS

Passei dois anos praticamente sem mostrar as queimas de fogos da vizinhança aqui do Rangel. Até que finalmente alguém deve ter tomado a iniciativa de promover uma queima de fogos decente.

E que deve ter partido de um supermercado à duas quadras de casa. O ângulo das imagens é diferente dos anos anteriores – diferente até do post 2015-2016, que nem queria considerar nessa conta, é só ver esse post aí e entender porquê.

Do redor de casa, houve fogos de artificio em vários pontos diferentes do bairro. Mas só deu pra fotografar em específico essa queima de fogos aí. A qualidade das fotos não tá lá essas coisas todas – e o celular também não tá colaborando, mas eu prometo que no final do ano isso tá resolvido.

Com vocês, a queima de fogos da vizinhança, depois de dois anos sem conseguir mostrar direito, ou nem mostrar. Porque no ano dos 10 anos do Blog Josivandro Avelar, você não poderia ficar sem essa. Agora em formato de galeria pra ficar mais organizado.

A tradição sobrevive à crise. E se teve queima de fogos decente, acho que agora sim podemos começar o ano no melhor estilo, ainda mais o ano em que estamos completando 10 anos.

O TAPETE DA SÃO JUDAS

Ontem falei que a São Judas Tadeu foi asfaltada. Faltava só os registros desse momento histórico.

Para quem achava que nunca ia ver uma cena como essas que vocês vão ver a seguir, aí está uma camada de asfalto nova na São Judas Tadeu, bairro do Rangel:

E ainda aproveitando para registrar uma coisa: algumas paradas da rua há algum tempo tiveram as placas trocadas por abrigos. Tudo bem que os abrigos são reaproveitados – certamente – dos antigos abrigos da Lagoa, mas tá valendo, afinal é alguma coisa onde antes não tinha nem placa:

O recapeamento da São Judas Tadeu era um dos desejos da lista, ou melhor, uma parte já que outras ruas haviam sido mencionadas nela. Mas ainda assim, ganhou o risquinho vermelho do post de ontem:

Esperamos outros risquinhos vermelhos nas listas. Porque não esqueceremos jamais delas.

Confira aqui as listas de desejos do Blog Josivandro Avelar:

E que venham outras! Esperamos que até 2020, a maioria dos desejos da lista esteja atendida.

UM TABU QUE CAI: RECAPEARAM A SÃO JUDAS TADEU

Sim, estou aqui para noticiar a queda de um tabu histórico do Rangel que gerou o nosso primeiro risquinho da Lista de Desejos (sim, não esqueci dela). E esse tabu era um dos mais emblemáticos.

Eis o risquinho vermelho aqui embaixo, era da primeira lista, publicada há exatamente um ano atrás:

O asfalto da São Judas Tadeu era de 1980 a.C. e nunca havia passado por um recapeamento asfáltico na vida. Isso até ontem. A via recebeu recapeamento asfáltico pela primeira vez em milênios hoje, guardem esse dia: 29 de agosto de 2017.

O tempo passou, outras duas linhas de ônibus foram adicionadas à via, e a São Judas estava com o mesmo asfalto de sempre. O tabu caiu hoje com o recapeamento da via. Toda ela – e não é para menos – terá uma nova camada de asfalto, digna de uma rua onde passam três linhas de ônibus.

Falta só as outras para o risquinho ficar completo, mas só de ver esse tabu caindo já dá esperança. Que isso sirva de inspiração para os outros tabus a serem quebrados e que estão expressos nas três listas de desejos.

O Blog Josivandro Avelar segue acompanhando a Lista de Desejos e tem certeza que os outros que estavam nas três listas serão realizados em sua maioria. Porque uma parte já começou a ser.

NÓS BEM QUE TENTAMOS, MAS…

…O que deu foi isso e bem pouco. E só posto porque mesmo que o resultado não seja primoroso, e isso está longe de ser, é um hábito de 1º de janeiro.

Então o que eu vou fazer? Zoar. Porque é zoando de seus próprios erros que você de certo modo reconheça. Então o que temos é isso… O máximo que consegui das queimas de fogos.

Quando podia conseguir melhor, embacei.

Já que embaçou, teve foto que saiu atrasada em relação aos fogos.

Quantas vezes forem necessárias, tentarei todos os anos. Espero fazer melhor e levar como lição para que ao longo desse ano possa aprender com os erros.

E isso é muito importante. Mais até do que a cobertura da queima de fogos que não deu certo.

PENSANDO 2017

As eleições acabaram, mas a lista de desejos, essa continuará ativa. Até 2020, vamos ver se parte dos desejos que fiz nas listas se realizarão.

E agora não tem desculpas. Dos 27 vereadores eleitos em João Pessoa, dois têm o Rangel como reduto eleitoral. É a primeira vez que o bairro consegue eleger de uma tacada só dois parlamentares. Agora será que isso vai surtir efeitos positivos para a comunidade?

Ainda há muito o que se pensar e planejar para esse momento, ainda mais agora que o bairro deu amostras de que sim, consegue fazer valer o seu poder.

O momento agora é pensar em que futuro poderemos ter nos próximos quatro anos. Ou se tudo continua igual, mesmo com o bairro agora tendo uma verdadeira bancada.

TUDO PARECE ESTAR DO MESMO JEITO

Essa pra mim, mesmo tendo 28 anos de vida, posso dizer que esse momento é o início de uma “vingança” para mim.

O de tentar entender porque muitos dizem ter revolucionado a cidade e ter esquecido de uma parte dela.

Imagine você nascer, nunca ter se mudado e perceber que tudo parece estar no mesmo lugar.

A minha mãe se estabeleceu aqui em 1972. Aos poucos, chegaram os vizinhos, a maioria está aqui há 30 anos.

Eles não se mudaram, mas mudaram de vida mesmo sem precisar sair daqui.

O trabalho melhorou suas residências, uns construíram segundo andar até.

Outros abriram negócios em casa.

A rua mudou. Foi calçada em 2000, saneada em 2004, mas a rua de trás não viu essa evolução.

De repente todo o redor começa a crescer, verticalização baixa, e em muitas ruas, vejo residências já de alto padrão.

Os vizinhos melhoraram. Os comerciantes melhoraram. Muita gente veio.

E o que a cidade nos dá em troca?

A infraestrutura não evoluiu. A feira sofreu sua última intervenção em 1978.

A mobilidade está prejudicada. Não trataram com o mesmo respeito e igualdade.

Do resto, vi o lugar onde vivo há 27 anos ser constantemente escanteado não só pelas gestões, mas pela peversa especulação imobiliária que valoriza uns cantos e joga outros na sarjeta.

E que as prefeituras passam a cabeça.

Tem gente que é babada demais, louvada demais, mas que se de mim dependesse, trataria com indiferença.

A indiferença e a frieza é o que muita gente merece. Para que saibam que não há gente burra e de joelhos, exaltando o que fizeram bem longe daqui.

Pronto, falei.

O PONTAPÉ DE TODOS OS DESEJOS

Dando início a outubro, mês que começa de cara com o dia seguinte sendo dia de eleição municipal, e a questão é: como vou pensar em fazer escolhas para os próximos quatro anos se vejo poucos efeitos práticos?

Foi justamente por isso que fiz nos últimos dois meses três listas de desejos, acreditando que a metade deles será realizada até 2020, ano da próxima eleição municipal. A questão que levantei a quem mora no Cristo/Rangel – bairros que ficam no Centro-Oeste da capital paraibana é: você acha que realmente não precisa de nada?

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Falei de como o Mercado Público estava precarizado e que precisava de intervenções. De como o tráfego dos bairros era ruim. De como ruas principais dos bairros viraram e virarão verdadeiras bombas, por conta da subestimação das autoridades quanto ao tráfego das mesmas. A Napoleão Duré, via que liga a Ranieri Mazzili ao Almeidão, é um exemplo prático disso. A via é a mesma de 30 anos atrás. Se nada for feito ali, vai virar uma bomba.

De novo o questionamento: você acha que realmente não precisa de nada? Por conta disso, você não se deu conta que perdeu um posto de recarga de passagens de ônibus que funcionava num correspondente bancário. Hoje você tem que recarregar seu cartão em outro bairro. Se você não tiver passagens no cartão para isso, paga em dinheiro mesmo. E a praticidade, onde fica? Se você acha que não precisa de nada, você não vai se dar conta do que vai perder no futuro.

Levantei vários questionamentos e espero que nos próximos quatro anos parte de tudo o que desejei vire realidade. Sei que é impossível que tudo o que escrevi vire. Mas sempre é bom ser otimista às vezes.

E é isso. Começou o mês de outubro, espero que sem problemas e sem turbulências com a estrutura como aconteceu no mês passado. E bem, isso fica no passado mesmo.

À espera do futuro, que espero que seja bem melhor do que agora.

TERCEIRA LISTA DE DESEJOS DE JOSIVANDRO AVELAR 2016-2020

No ar a terceira lista de desejos de Josivandro Avelar. Após publicar duas e achar que iria parar em duas, fiz uma terceira para reforçar os desejos da comunidade.

lista-de-desejos-3

Quero ver se consigo ver 50% realizado até o final de 2020. Ou se vão como sempre nos enrolar de novo.

Vou facilitar os meios de compartilhamento para esta lista.

Confira as outras:

Primeira lista
Segunda lista

SIM, VAI TER TERCEIRA LISTA

Olha, eu li os planos de governo dos quatro candidatos a prefeito de João Pessoa e me deu um desânimo no coração. Mas sabe qual é a frase que está no logo deste blog? É porque não posso desanimar que resolvi que farei uma terceira lista de desejos.

Já fiz duas e acreditei que poderia parar nas duas e acompanhar essas listas até 31/12/2020. Mas farei uma terceira baseado nas coisas que surgiram na série “Ilustrando a lista”, que retrata exatamente os detalhes dos pedidos da lista de desejos.

O que quis dizer com desânimo no coração? Ora essa; reforma dos mercados públicos sem fazer menção ao do Rangel; pavimentação de ruas enquanto tem vias há mais de 20 anos esperando; recapeamento asfáltico e a São Judas esperando isso há 30 anos. Precisa dizer mais alguma coisa sobre o sentido de desânimo?

Se você leu os planos de governo dos quatro candidatos – tão lá no site do TSE, naquele “DivulgaCand”, pesquisa e você acha – certamente bateu-lhe o desânimo. Para quê e para quem a cidade vai ser administrada mesmo?

Vamos pensar bem. Porque é quem for colocado na Prefeitura quem vai ser cobrado por essas e outras. E prometo não poupar ninguém, nem passar a mão na cabeça.

ILUSTRANDO A LISTA- É PARA ILUSTRAR MESMO?

Esse é o tipo de “Ilustrando a lista” que eu não queria ter que fazer aqui, mas segurança está na segunda lista de desejos que eu coloquei neste blog.

No dia de hoje, aconteceu o desfile cívico do Cristo e do Rangel, onde se reuniram famílias, mães trazendo seus filhos, enfim, gente de bem celebrando a cultura, a criatividade e principalmente, o espírito cívico. Desde que me dou por gente, esse desfile existe e já participei de quatro deles – e certamente você que acompanha o blog se lembra disso, comentei sobre todas as ideias loucas que levei pra lá nesses anos. Porém, o que aconteceu nesse ano nunca tinha acontecido antes. E é justamente para que não se especule tanto que este post está sendo escrito.

reflexo-da-inseguranca

Por volta de 11 horas da manhã, um tumulto se deu próximo a concentração do desfile. Pessoas que vieram com a intenção de tumultuar teriam iniciado o que poderia ser um arrastão. Houve quem tivesse ouvido relatos de tiros, porém não se sabe se isso realmente aconteceu, tanto que ninguém ficou ferido. Apenas pessoas passando mal, crianças se perdendo dos pais e por aí vai. Cenas comuns de confusão que poderia ter sido em qualquer lugar dessa cidade, mas infelizmente foi no Rangel.

A Polícia Militar chegou somente depois de comunicada do tumulto e deteve algumas pessoas, que foram liberadas por não se encontrarem com materiais suspeitos.

De fato, houve tumulto generalizado e parte dele chegou a se refletir aqui na rua onde moro, que é paralela a do desfile. Fora isso, a rua onde resido não tem o costume de registrar ocorrências dessa natureza.

O desfile cívico é promovido pela Prefeitura. Quem estava lá foi minha mãe, que relatou ter visto vários agentes da Semob – afinal as vias foram interditadas, é claro – porém nenhum policial. Como disse, os mesmos só chegaram depois do ocorrido.

Na área onde moro não há uma estrutura consistente de segurança pública, e a impressão que há é que isso é uma coisa que não é levada a sério por aqui. E nem precisa estar no Rangel. É na cidade inteira. Ou no estado onde vira e mexe numa cidade qualquer do interior se explode um caixa eletrônico.

As escolas dos bairros se preparam o ano todo para isso. Sei disso por ter participado de desfiles cívicos do bairro por quatro anos. É uma das poucas atividades extra-classe que uma escola pública tem. Sei do empenho dos alunos, professores e funcionários das escolas para que tudo dê certo no dia que para muitos é esperado com ansiedade. É um ato de educação, civilidade e disciplina que as pessoas que causaram esse tumulto não tiveram.

Lamento também pela deficiência da segurança do evento. Deveria ter contado com policiais em pelo menos alguns pontos do desfile para evitar esses problemas, seja aqui ou seja em qualquer outro desfile de bairro.

Que isso não coloque o bairro para baixo. Sim, vamos exercer a autoestima que tanto é necessária não só para dar a volta por cima, e essa é a motivação da lista; a de acreditar que podemos ser melhores e de que podemos fazer uma comunidade melhor. Não será meia dúzia que vai fazer 55 mil habitantes (soma da população do Cristo e do Rangel) desistirem de seus sonhos, mostrarem os seus potenciais e exercerem seu direito de ir, vir e aproveitar um desfile cívico com sua família.