Entenda a dedução de impostos do YouTube para criadores de conteúdo fora dos Estados Unidos

O assunto do qual eu vou tratar a seguir vai dar o que falar – e dessa vez não tô falando do WhatsApp, ufa! Talvez isso vá render tanto quanto a política de privacidade do WhatsApp, mas agora diz respeito ao YouTube e aos ganhos de quem cria na plataforma, relacionado a dedução de impostos para quem vê um vídeo do seu canal nos Estados Unidos. Só de ouvir falar em imposto, você já deve estar assustado, mas não se preocupe: leia com calma e se você tiver qualquer dúvida, saiba que o inbox das minhas redes sociais estão abertas.

Eu creio que apenas esse único post aqui esclareça melhor o assunto. Do contrário, virão outros, e outros… E não desisto até esclarecer melhor. Esclareço melhor por aqui, e também vou tratar melhor nas redes sociais. Porque informação é fundamental e esse assunto, assim como o WhatsApp, pode ser um assunto que vá confundir, por isso é fundamental descomplicar. Descomplicar para entender.

Agora sim, vamos ao assunto do dia, porque é isso que interessa e você quer saber muito. Interessa a você, criador de conteúdo, que tem alguma dúvida sobre como o YouTube pretende aplicar a regra de dedução de impostos sobre os ganhos e o que você deve fazer para se enquadrar nessa regra. E porque possíveis descontos serão insignificantes.

Então, como diria o grande filósofo contemporâneo Chapolin Colorado, sigam-me os bons.

Dedução de impostos? No YouTube? Que é isso?

De novo lá vou eu recorrer ao grande filósofo contemporâneo Chapolin Colorado para explicar o assunto a seguir: calma, calma, não priemos cânico! É algo que, como disse na introdução, assusta só de ouvir falar na palavra “imposto”, mas não traz tantos impactos se você seguir as regras.

Você deve ter recebido um e-mail sobre a nova regra de dedução de impostos para os criadores de conteúdo fora dos Estados Unidos que participam do Programa de Parcerias do YouTube. Você criou um canal no YouTube com o objetivo de faturar com o seu conteúdo – porque tem que ter conteúdo, lógico, para gravar um vídeo e soltar no YouTube. Um canal só gera receita se atingir os requisitos do Programa de Parcerias do YouTube – saiba quais são no #site612.

E é justamente para que você não sofra um impacto nos ganhos, que você deve preencher um formulário no AdSense – é por lá que você recebe o que ganha no YouTube. O formulário em questão é um procedimento que é feito justamente para que o Google saiba se pode deduzir o imposto sobre a receita quando alguém assiste o seu canal e vê uma propaganda no território dos Estados Unidos. Ou seja, o país pode cobrar um tributo sobre o tráfego de lá numa faixa de 30% se o conteúdo tiver visualizações e receita nos Estados Unidos. E isso não necessariamente significa que vá haver cobrança de imposto; pode ser que não seja aplicável, mas é importante preencher o formulário para que isso seja determinado.

Se o criador de conteúdo não preencher o formulário até o dia 31 de maio, o Google deduz 24% dos seus ganhos no mundo todo. Entenda melhor a seguir porque seguir essa regra não deve impactar tanto na sua receita, quase nada.

Calma! Não é nada complicado

Sim, essa regra não é um bicho de sete cabeças; entenda melhor porque o impacto que isso deve gerar é mínimo, quase zero, já que certamente o seu canal não tem muito tráfego nos Estados Unidos, porque essa taxação só deve acontecer por lá mesmo, no tráfego gerado exclusivamente lá.

E te digo uma coisa: você vai achar essa regra mais fácil de compreender do que a política de privacidade do WhatsApp. Siga as dicas e informe-se melhor através do que eu juntei de informação abaixo.

Entenda melhor como funciona neste vídeo do Google – tá em inglês mas tem legenda.

No mais, não é algo que você deva se preocupar se o seu canal ou site tem um número pífio de visitas vindas dos Estados Unidos – até porque você produz em português, cria para brasileiros e tem o seu foco principal no Brasil. Estar no mundo é mera consequência.

O que será tributado, ainda que seja em 30%, é coisa de centavos a depender dos acessos e do quanto você arrecadou apenas nos Estados Unidos. Apenas siga as regras para que você não tenha os ganhos todos – sejam eles dos Estados Unidos ou não – taxados em 24% pelo Google. Essas regras tributárias ainda não começarão a ser aplicadas agora; o Google apenas precisa das informações para saber se haverão retenções a serem feitas no seu canal e se sim, que deduções serão feitas. Pode ser que sim, pode ser que não.

Para atualizar as informações fiscais, basta abrir o Google AdSense e ir para Pagamentos > Gerenciar Configurações > Perfil para pagamentos > Informações sobre impostos dos Estados Unidos > selecionar o formulário dependendo de que lugar do mundo você está e preencher as informações.

Ainda tem dúvidas?

Pois bem, você com certeza entendeu melhor as regras. Esse é apenas um procedimento do Google para que ela siga as regras dos Estados Unidos e saiba se há o que deduzir de impostos no seu canal se alguém ver algum vídeo nos Estados Unidos, nada mais que isso. E pode ser que sim, não aconteçam deduções. Novamente lembrando, você deve enviar o formulário até o dia 31 de maio.

No mais, não desista do seu canal se este é o seu objetivo. Continue investindo em conteúdo. Se você cria conteúdos originais e descolados, você vai muito além da receita do YouTube e pode faturar de vários meios – como parcerias, patrocínios e por aí vai. E por mais que se procurem alternativas de plataformas de vídeo, tal como o WhatsApp, se criou uma referência e quem desiste, termina voltando. Do mesmo jeito, é assim com o YouTube.

Espero ter explicado melhor a regra. Qualquer dúvida, use a página de contato ou o inbox das redes sociais. Aproveite e siga-me onde quer que eu possa estar.

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