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#ContentTalks: Todo material importa (porque arte é arte)

Para quem tem um estilo de arte, todo material importa, principalmente aquele que está ao seu alcance financeiro e de disponibilidade.

Ontem, na estreia da rodada 111 da #FolhaVerde, tive que usar uma artimanha para poder iniciar a série usando giz de cera de cor preta, que eu tinha esgotado nos desenhos que eu fiz no ano passado. E eu quis provar nesta série que todo material importa, inclusive aquele detalhe básico que faltava para eu fazer um estilo de arte que eu gosto muito. Mas tá, o que foi que eu inventei? Na realidade eu descobri, em busca de uma solução para os restos de giz de cera que eu tinha encostados no escritório. Aliás, encostados não, porque são justamente eles que eu uso para fazer as artes nesse momento.

Mas tá, o que eu fiz para solucionar a falta do giz de cera de cor preta, que eu queria muito usar? Comprei uma caixinha simples de seis cores por três reais e cinquenta centavos no comércio aqui do bairro do Rangel e coloquei a mão na massa. Eu praticamente descobri essa solução por acaso no momento em que eu fui para a papelaria. Comprei aquela caixinha de seis cores (tive que conferir antes de comprar se a que eu queria estava lá e estava mesmo) e deu bom. Muito bom. E eu ainda arrumei um lugarzinho para deixar os tocos de giz de cera ao meu alcance quando eu quiser: uma lata metálica vazia que estava encostada no escritório. Para tudo eu arrumo uma utilidade.

Com a solução que eu descobri praticamente por acaso adotada, eu consegui viabilizar a série da #FolhaVerde, que eu fiz praticamente em cima do laço, e hoje ela está totalmente entregue, só esperando a próxima cor (que será a laranja). A série da #FolhaVerde está totalmente gravada, com todos os desenhos feitos, e acredita que ainda preciso repor uma cor de giz de cera? A cor marrom, essencial para troncos de árvores. De tantas árvores que eu desenhei acabei esgotando a cor. Por mais simples e barato que o material possa ser, o que importa é isso: todo material importa para mim.

Eu uso alguns materiais de uso escolar, justamente pelas condições que eu tenho e a certeza de que toda arte importa, não importa que material você use. Tive a oportunidade de usar materiais mais robustos para arte, e um dia desses adquiri uma caixa de pastel de 25 cores, tendo feito duas pinturas em tela (sim, isso é possível) e um desenho de teste. Para quem sonhava em comprar uma caixa de lápis de cor de 24 cores na infância, isso é uma conquista. Não para menos comprei caixas de 36 cores de um lápis que dizem não ser muito bom, mas eu vou lá e me supero, porque eu sei que o que importa não é o material, é o que eu vou desenhar.

Mas tá, porque todo material importa? Porque não é o material que define se aquela arte vai ser boa ou não. É o estilo. Todo material importa no sentido de que o que você tem disponível é apenas uma ferramenta, o que importa é o estilo com o qual você trabalha, a maneira como as pessoas te conhecem, e sim, elas te conhecem pelo estilo pelo qual você trabalha, seja ele tradicional ou digital. Elas vão ver aquele trabalho que você faz e lembrar de você através de elementos que fazem com que as pessoas descubram que você, de certo modo, tem uma marca registrada.

E eu quero provar com as minhas artes que é possível fazer muito com materiais considerados baratos e que cabem no bolso de qualquer um. Ainda mais em um momento como esse, em que a disponibilidade de materiais está alta por conta da volta as aulas. Aliás, será que aprendemos direitinho arte nas escolas? Eu aproveitei todas as aulas que eu tive da melhor maneira possível e intensamente. Afora eu ter feito curso de desenho e pintura. Talvez seja essa uma das únicas coisas que eu não seja, por assim dizer, “autodidata”, mas que gostava de fazer desde antes de fazer cursos. Só precisava realmente desenvolver.

Para quem tem um estilo de arte, todo material importa, principalmente aquele que está ao seu alcance financeiro e de disponibilidade. É lógico que eu sonho em trabalhar com materiais melhores, um pouco mais caros, mas eu sei que isso não vai definir o que eu faço e que o que eu faço hoje é importante. E ao longo do tempo, eu consegui me aparelhar com vários materiais, principalmente aqueles que eu não tive a oportunidade de ter quando era criança. Quantas coisas hoje em dia eu pude realizar que eu não podia realizar quando era criança? Coisas que meu trabalho proporciona.


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