O DIA DE ZANGADO DO DUNGA

Depois do jogo contra a Costa do Marfim, um dos assuntos do momento da campanha da Seleção Brasileira na Copa da África do Sul, sem dúvidas, vem a ser o “dia de fúria” do técnico Dunga com a imprensa.

É pública e nótoria sua mágoa com a imprensa, desde a época que ainda era jogador em 1990, quando foi muito criticado pela sua atuação na Seleção, sendo inclusive taxado como um dos responsáveis pela campanha não satisfatória daquela Copa da Itália, onde o time foi derrotado pela Argentina nas oitavas.

O mesmo não se deixou abater pelas críticas e deu sua volta por cima, como capitão na campanha do tetra em 1994. Ele ainda disputa a Copa de 1998, e volta a Seleção agora como técnico, em 2006, com o objetivo de reformular uma seleção que se perdeu muito em 2006. Após a badalação de Weggis, a concentração total e absoluta em Johanesburgo.

Mesmo sem ter experiências anteriores como técnico, Dunga já mostra a coerência e a experiência de quem sabe e conhece o caminho da vitória. E pelo que a Seleção vem apresentando na Copa, ele está no caminho certo.

Agora, o que vem acontecendo demonstra muito bem a sua mágoa antiga com a imprensa. Bastou uma dessas mágoas atingirem um jornalista da Rede Globo que a mesma opinião pública que outrora chamou o técnico de “burro” por conta dessa coerência (ele não chamou Neymar, Ganso, Ronaldinho Gaúcho, e por isso foi bem criticado pelos torcedores) agora está do lado dele.

O Blog entendeu os motivos pelos quais o Dunga compôs o time. No dia da convocação, 11 de maio, eu fiz a postagem “Quem o Dunga chamou” e disse:

O Dunga fez a lista levando em consideração a experiência de cada um que convocou em amistosos, torneios como Copa América e Copa das Confederações (o que chamei de Grande Teste). É assim: quem o Dunga gostou, tá na Copa; quem nunca vestiu a camisa da seleção enquanto ele era o técnico ou não teve competência suficiente para estar em um torneio do porte e responsabilidade de uma Copa, tá fora.

Trecho da postagem Quem o Dunga chamou, publicado no blog no dia 11 de maio.

O fato do domingo poderia ter acontecido com qualquer jornalista. Acabou sendo com um da Rede Globo. Momentos depois do incidente, foi publicado um editorial no Fantástico que só atrapalhou em vez de ajudar, e o universo do Twitter não perdoou. Sobrou pro Tadeu Schmidt, que desde então recebeu do Twitter um “cala boca” público (não foi o primeiro, vejam o caso do Cala Boca Galvão…).

E nessa situação, não demorou para surgir uma campanha “Dia sem Globo” no dia em que for exibido o jogo Brasil X Portugal. A ideia dos que o fizeram é que os torcedores não assistam o jogo na emissora, ou seja, um boicote. E há sim opções para quem quiser, o jogo também será transmitido pela TV Bandeirantes e pelo canal a cabo ESPN. Ainda bem que há opções, coisa que, nunca é demais lembrar, não haverá para os telespectadores de TV aberta com as Olimpíadas de 2012 (que será monopólio da TV Record).

Estando há um ano e alguns dias no Twitter, e montando de forma solitária um veículo de total e real independência, que é o caso deste blog e de outros veículos movidos a mídia social como esse, posso dizer que a real independência é movida a aquilo que você gosta de fazer e gostaria de se informar. Vejo muito essa palavra “independência” ser apropriada por ideologias e outras correntes da grande mídia, que acabam criando alternativas que acabam sendo mais dependentes ainda. E a real revolução da comunicação irá passar pelas pessoas comuns e sua atuação nas mídias sociais.

Há algum tempo ouço rádio, não assisto muita televisão, e um Dia sem Globo, Record ou qualquer outro canal já me é quase rotina. Nada de trocar a grande mídia pela grande mídia.

Voltando ao assunto Dunga, sempre achei que o time está bem montado, e lembremos que por isso ele foi muito criticado no início da campanha para a Copa da África do Sul. Portanto, nada de memória curta.

Porque, na comunicação, o importante é seguir o exemplo do Dunga: ser coerente com suas opiniões.

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