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A SEGUNDA CHANCE DE UMA TIPOLOGIA

Há quatro anos atrás, falei sobre a tipologia Comic Sans. Desde aquela época – e bem antes disso – essa […]
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Há quatro anos atrás, falei sobre a tipologia Comic Sans. Desde aquela época – e bem antes disso – essa tipologia é muito, mas muito polêmica. Ninguém sabe como ela consegue dar o ar da tosquice em qualquer arte que você faça. Usei uma vez para uma arte para nunca mais – e isso em 2009!

Mas antes de iniciar de vez este post com aquele cartaz que fica entre o negrito e o resto do texto, é exatamente com essas letras que eu vou tematizar o post de hoje. Pois o nosso assunto é segunda chance.

a segunda chance de uma tipologia

Estão vendo o cartaz acima? Foi feito com a tipologia que vou comentar aqui. E ela se chama Comic Neue.

Antes, vamos falar da inspiração da tipologia. A Comic Sans foi desenvolvida pelo designer da Microsoft Vincent Connaire há exatos 20 anos, inspirada em balões de histórias em quadrinhos – se bem que nunca vi coisas parecidas nos próprios quadrinhos. As tipologias da Vigilante Typeface Corporation dão mais essa impressão do que a própria Comic Sans.

A Comic Sans passou a ser disponibilizada no Windows 95 e desde então vem no pacote de tipologias básicas do sistema operacional da Microsoft. E por conta disso, muitas pessoas extrapolaram o seu uso e transformaram uma inocente fonte infantil em trash.

E foi assim que a Comic Sans acabou malfalada depois de ser empregada em tudo – menos em artes mais infantis. E com a variedade de tipologias de hoje ficou até tosco usar em artes infantis. Como bem disse, ela consegue dar ar de tosquice a qualquer coisa que você faça.

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Veja bem essa obra acima de 2009. Repare nas cores berrantes, Comic Sans, e pior: feita no Paint. Tá vendo como de pequeno a gente aprende?

Por isso mesmo, resolveram dar uma segunda chance a Comic Sans, que ela não precisa ser tosca para ser uma tipologia agradável a seus olhos – tirando essas cores berrantes da arte acima (perdoem pelo erro, eu sou humano).

Comic Neue- Diga olá para um herói improvável

O designer australiano Craig Rozynski enxergou uma nova chance nessa tipologia tão rejeitada pelos designers – e 5 entre 10 pessoas que trabalham com artes gráficas. Redesenhou-a e transformou na Comic Neue, transformando-a em algo mais suave e com todas as possibilidades de ser empregada naquelas artes mais sérias. Ou seja, um contraponto suave da própria tipologia que a inspirou.

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Como a própria fonte se propõe, ela se torna um herói improvável (Say hello to an unlikely hero = Diga olá para um herói improvável), salvando da tosquice completa qualquer arte, cartaz, trabalho ou até a sua capa de trabalho de geografia – sei que muitos estudantes de ensino fundamental e médio nos leem nesse momento e sabem do que eu estou falando.

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Esse herói improvável vem em duas versões: regular (pontas arrendondadas) e angular (pontas em ângulo reto). Ela pode ser baixada gratuitamente aqui.

É a sua chance de salvar da zoação a sua capa de trabalho. Vai por mim.


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