O mapa das vias não calçadas do Rangel

Dizem que a Prefeitura não conhece muito bem as ruas sem pavimentação de qualquer bairro – algumas até constam como calçadas, acredita? Em todo bairro você encontra uma situação como essa. Por causa disso, resolvi fazer um levantamento que só mesmo este editor que você pode encontrar em quase todo lugar de vez em quando para fazer. Este é o primeiro “Ilustrando a Lista” da segunda temporada da Lista de Desejos do Blog Josivandro Avelar. Daquelas coisas que você só faz com mapas.

Como exemplo lógico, peguei um mapa do bairro do Rangel, onde eu moro, e fiz um levantamento das ruas não calçadas que você vai ver a seguir. E olha que são para contar nos dedos hein? Algumas demandas históricas, como a Mourão Rangel, já foram atendidas. Mas outras demandas precisam ser atendidas e a próxima gestão pode ser aquela que calçou a última rua de barro do bairro. Olha, tô dando a chance de um de vocês fazer história aqui dentro, hein?

Pavimentação é uma das demandas mais clássicas de qualquer bairro, e ainda existem várias ruas nessa situação em João Pessoa. Mas atingir a totalidade de vias calçadas é mole em alguns bairros e posso provar. Mas Josi, como você pode provar? Ora essa, onde eu moro! Você acredita que o bairro do Rangel está próximo de ter 100% de suas vias calçadas?

Mas aí eu penso: será que os candidatos a prefeito sabem disso?

Talvez não saibam, e se não sabem, já salvem esse mapa que eu fiz aqui ó:

Mapa de vias não calçadas do Rangel, bairro de João Pessoa, Paraíba. As vias não calçadas estão indicadas por linhas amarelas. Fim da descrição.

Sim, consegui fazer esse mapinha aqui. A via mais longa sem calçamento é a soma da São Geraldo toda com um trecho da José de Melo Lula, que soma quase dois quilômetros – deu na minha medição 1,63 km – de barro. O menor trecho é o de uma Rua Sem Nome – isso mesmo, não consegui identificar o nome da rua – que é o último dos cruzamentos da Rua Bom Jesus – depois dele a rua termina numa esquina – que foi calçado em suaves prestações. Metade de cada quadra é calçada.

E isso fora algumas situações desafiadoras que vou detalhar mais para frente, como as “esquinas quebradas” da Bartira e Napoleão Laureano com a Osvaldo Lemos. As ruas simplesmente acabam em uma barreira, onde o que foi mais “ágil” de fazer foram muros de arrimo, pois o mais ágil sempre é o mais barato de fazer e o mais complicado de desfazer. Não seria viável fazer um estudo para saber como seria possível construir escadas, rampas… A rua mesmo? Não é difícil…

Falta pouco mais de 2 km…

No total, falta uma rua completa – a São Geraldo – e oito trechos variáveis. Somei tudo no próprio Google Earth; dá 2,38 km de barro, cascalho e areia. Só a título de comparação, a Rua Bom Jesus, que foi calçada de uma tacada só no início da década de 2000, tem 1,94 km de extensão. Poucas ruas tem a sorte que ela teve; a Rangel Travassos (1.65 km não contínuos) foi calçada à prestação, ou seja, em um grande intervalo de tempo. Parte calçada entre julho e setembro de 2011, a última calçada entre dezembro de 2019 e fevereiro de 2020.

Esse é um mapa que dá para fazer um balanço anual tal como as próprias listas – e por isso é bom salvar o post, o mapa, o que for, para posts futuros. Mas tá aí, eu fiz. Vou ver se eu consigo fazer um registro idêntico para o bairro do Cristo, só vai dar um trabalhinho por motivo de “o bairro é muito grande, extenso e um levantamento é bem complexo”. Mas eu vou tentar fazer.

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Quem sabe esse é o pontapé para o sonho de um bairro 100% calçado, sem barro que me lembre? Não deveria ser impossível para mim nem para ninguém.

Confira os links das três listas de desejos 2020-2024:

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