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Cidade Redenção: o meu lugar memorável

O que é a Cidade Redenção mencionado no post do "Conhecendo Você" de ontem? Um pedaço da minha memória.
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A assistente de IA explica:

  • O bairro do Cristo Redentor é formado por vários loteamentos que se uniram ao longo do tempo, incluindo o Cidade Jardim Cristo Redentor e o Cidade Redenção.
  • O Cidade Redenção foi um loteamento que surgiu na década de 1980 e foi onde alguns parentes do autor moraram antes de se mudarem para outras áreas.
  • O autor tem uma conexão emocional com o lugar onde ficou durante a construção de sua casa e onde seus parentes moraram. Mesmo depois que esses parentes se mudaram, ele continua visitando a área ocasionalmente.
  • O bairro do Cristo Redentor se desenvolveu com o passar do tempo, graças à sua localização próxima a universidades, ao Estádio Almeidão e a importantes vias de acesso.
  • O autor planeja fixar seus negócios na área no futuro, mas não pretende se afastar da área onde mora atualmente há 35 anos.

No “Conhecendo Você” de ontem, eu respondi uma pergunta do ChatGPT sobre o que seria o meu lugar memorável, e eu respondi que era um pedaço do bairro do Cristo Redentor onde eu fiquei enquanto a casa atual era construída. E onde tive parentes, em especial as várias casas para as quais a minha tia se mudava. Quando ela faleceu em 2009, nada mais desde então parece fazer sentido, mas aquele lugar sim, sempre. E mesmo que não tivesse mais nenhum parente morando lá, eu guardo uma ligação com esse lugar. Mas tá, que lugar é esse? Eu lhes conto e ilustro qual é.

Vamos começar do fato que o bairro do Cristo Redentor é um combinado de vários loteamentos que com o passar do tempo foram se apagando em suas referências e se unindo formando o bairro que é hoje. Lembrando que o Varjão (ou Rangel) é um bairro distinto e não começou como um loteamento – por sinal, se contam nos dedos os bairros que não nasceram de loteamento ou conjunto habitacional, e o Varjão é um desses, junto com os próprios bairros que deram origem a cidade de João Pessoa propriamente dita, e isso porque o bairro surgiu no início do século XX.

O maior dos loteamentos que deram origem ao Cristo Redentor, o Cidade Jardim Cristo Redentor, é quem praticamente definiu as ruas longas do bairro, algumas com mais de 2 km de comprimento. Ia do Rio Jaguaribe até a Napoleão Duré, que é a via de acesso ao Estádio Almeidão. O estádio foi inaugurado em 1975. O bairro, dois anos depois. Antes de ambos, surgiu a famosa caixa d’água que abastece tanto o Cristo quanto o Rangel e que fica praticamente no centro da soma dos bairros. Foram esses equipamentos que definiram os bairros do Cristo Redentor e do Varjão como eles são.

Mas do Almeidão até a BR, e acima da Empasa, fica o que era um outro loteamento e que prolongou algumas dessas ruas mais longas. É o Cidade Redenção, que surgiu nessa área no meio da década de 1980. E entre 1992 e 1993, alguns parentes meus moraram lá, em especial numa casa na Rua dos Milagres (a rua mais longa do bairro), onde ficamos até que essa casa onde resido até hoje no Varjão, próximo da 2 de Fevereiro, fosse terminada. Era uma fase que todos os moradores que tinham uma casa de taipa foram melhorando e trocando as estruturas por alvenaria.

Mapa da área da Cidade Redenção, no Cristo Redentor.

Depois que nos mudamos para a nossa casa, alguns parentes ficaram lá no bairro e se mudaram para a área vizinha, o Loteamento Triana (área até hoje conhecida pelo nome de Inocoop). Depois alguns acompanharam a minha avó para o nascente loteamento do Parque do Sol em Gramame (acreditaram que era Valentina, mas é Gramame) e a minha tia ficou lá. Ficou e não ficou ao mesmo tempo, pois desde então tinha a característica de se mudar para várias casas, mas sempre dentro da área do Cidade Redenção (ilustração no mapa) até seu falecimento em 2009.

O tempo passou e a área se desenvolveu, por conta da proximidade da BR, dos atacarejos do outro lado da BR, da proximidade com as universidades (uma delas, a UEPB, está no próprio bairro) e do Estádio Almeidão, e assim a área está gradualmente se verticalizando. As últimas ruas que faltavam ser calçadas já foram, e parte das que já foram começaram a receber asfalto por conta da proximidade dos viadutos, dentre os quais o de Água Fria em construção. Os parentes de Gramame continuam lá depois do falecimento da minha avó (também em 2009, e 20 dias depois da minha tia). Mas naquela área do Cristo, ninguém mais da família reside.

Mas eu procuro voltar de vez em quando, quando eu quero andar um pouco mais. O meu plano é um dia fixar os meus negócios por essa área, mas sem me desgrudar dessa área onde eu moro há 35 anos e que precisei sair lá em 1992 para que a casa onde eu moro como ela é hoje existisse. Esse é um patrimônio que eu nem sei se vai ficar comigo. Mas quando e se eu tiver o meu próprio, eu sei muito bem o lugar onde eu vou me fixar.


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