Tempo para fazer planos. Tempo para esperar

Você não acreditaria se eu te contasse que tô há quase 140 dias em casa. Até um dia desses contava como é que eu estava com 120 dias em casa. Mesmo que a vida lá fora pareça que esteja “normal” – assim mesmo, entre aspas – eu não vejo ainda a necessidade de voltar. Eu sei do meu tempo. Eu tô acostumado, esse é o meu mundo. Se não o conhece ainda, seja bem-vindo.

Se eu tivesse medo de pegar uma doença, não teria encarado as rotinas e alergias diárias. Mas convivo com pessoas que amo e não quero causar mal a elas. O sentimento de culpa que eu não tô preparado para carregar pode ser trocado por um tempo de reflexão e resiliência.

Quem daqui de casa pode sair, toma todos os cuidados de segurança e higiene – é uma pandemia, tá ligado? Ela não acabou. Pago as contas e as compras, mas não sou eu que vou. As vezes sou tão inquieto e tão sem pressa que não sei de que maneira iria me comportar lá fora. Não sou nada convencional, quem me conhece me entende.

Tô aqui, nesse quase diário que já foi diário no nome, fazendo os meus planos. Os únicos que posso executar nesse momento. E que me colocam de pé não só financeiramente no desenvolvimento web. Me colocam de pé emocionalmente.

O resto, tenho todo o tempo do mundo para esperar. Não tenho pressa, lembra? Então depois de terminar isso aqui, posso até ter outras coisas e trabalhos para resolver online. Só sei que depois de tudo isso fico aqui, pensando, sonhando, e às vezes querendo dormir até.

Tenho tempo. Aliás, todo o tempo do mundo. Para fazer planos que eu sei que demoram. Mas que não seriam possíveis se não tivesse calma, paciência e resiliência.

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