REAL, UMA MOEDA DEBUTANTE

Uma nota de 1 real. Essa já não circula mais. Julho é o mês de aniversário de 15 anos do real, a atual moeda brasileira. Foi criada em 1994, evidentemente, no governo do presidente Itamar Franco, que tinha como ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso. Naquela época, a inflação era de assustar, e muitos governantes tentaram domar o monstro. Mudou-se várias vezes de moeda. De cruzeiro para cruzado, de cruzado para cruzeiro, e por aí vai. Vamos aqui contar uma breve história de como isso foi acontecendo.

Para isso, vamos voltar ao ano de 1986, quando  eu  não era nascido,  o presidente era José Sarney (sim, esse mesmo) e o ministro da Fazenda era Dílson Funaro. O tal estrondoso plano de combate a inflação era o Plano Cruzado, lançado em 28 de fevereiro. Consistia em congelar os preços e salários, mudar o nome da moeda de cruzeiro para cruzado, entre outras medidas. Foi aprovado pelo público, e desgastado pelo aumento da inflação, que o plano controlou, mas não segurou. Com os preços congelados, comerciantes chegavam a esconder mercadorias para forçar o aumento de preços, sem contar que o trabalhador mal recebia o salário e já tinha que ir ao supermercado fazer as compras, pois os preços subiam a toda ocasião.

Evidentemente, o plano não deu certo, e logo foram lançados planos tapa-buraco nos anos seguintes. Em 1990, um dia depois de ser empossado presidente, Fernando Collor anunciou mais um plano para controlar a inflação, o Plano Collor (oficialmente chamado Plano Brasil Novo), que, entre outras coisas além de mudar de novo o nome da moeda de cruzado para cruzeiro novo (como se isso adiantasse alguma coisa), ainda confiscava, isso mesmo, confiscava poupanças que passavam de NCz$ 50 mil (50 mil cruzados novos). Deu certo? De novo não.

Depois da saída de Collor e a posse de Itamar, mais um plano para tentar controlar a Uma moeda moderna de 1 real. Esta foi lançada em 1998, substituindo o modelo antigo de 1994 inflação. É aí que surge o Plano Real. Em 1994 foi criada uma medida provisória instituindo a Unidade Real de Valor (URV), e, meses depois, o Real, que foi equiparada ao dólar, ou seja, a partir daquela ocasião 1 real valeria 1 dólar. A prova de que não se precisava de tanto para se estabilizar a economia e domar o monstro da inflação, que bem, só está domado, não foi derrotado. O Plano Real tirou a inflação que em abril de 1993 era de 28,21 % para 3,27 % em novembro de 1994.

O Plano Real aumentou o poder aquisitivo das famílias. Lembro que, na época, podia se fazer tudo com uma nota de um real. Minha irmã comprou apenas com uma nota de um real em 1994 uma boa quantidade de produtos, incluindo lápis e canetas. Hoje com um real você compra apenas um lápis e uma caneta.

Vários anos e crises econômicas depois, a moeda resiste e já faz parte da vida dos brasileiros, até porque se trata do nosso dinheiro. Aprendeu-se a lidar com ele. Mas como bem disse, o monstro da inflação ainda ataca. Mas ainda não bota tanto medo como num passado bem recente.

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