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O ARQUITETO DAS PALAVRAS

Na manhã da última quarta-feira, 20 de abril, os alunos de Publicidade e de Admnistração do IESP puderam assistir a […]
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Na manhã da última quarta-feira, 20 de abril, os alunos de Publicidade e de Admnistração do IESP puderam assistir a uma palestra ministrada pelo artista Jessier Quirino.

Ele é autor de vários livros, como Berro Novo, Prosa Morena, Política de Pé de Muro – O comitê do povão e Bandeira Nordestina, entre outros. Também participou da série televisiva A Pedra do Reino, produzida pela TV Globo.

Que além de poeta, é arquiteto. São dele os projetos da Brazmotors e da Clinor Praia, aqui em João Pessoa.

Jessier Quirino ministrando palestra no auditório do IESP.

O auditório do Bloco D ficou lotado para a palestra, que a princípio seria apenas para a turma do P3 (a minha turma), mas foi extensiva a outras turmas de Publicidade (P1 e P5) e de Administração (os alunos do curso estudam no mesmo bloco do auditório).

Os alunos que ficaram até o final puderam ter uma verdadeira aula de poesia e de cultura popular. Jessier declamou poemas, contou causos, enfim, compartilhou histórias com os alunos presentes na palestra.

Alunos de Publicidade e Admnistração assistiram a palestra.

Sua fonte de inspiração está no povo. Em especial o do interior, da maneira única e simples como elas falam. Não falam errado, mas diferente.

“Eu observo as pessoas falando, os dialetos do Sertão e utilizo esses elementos nos meus poemas”

A arte de Jessier Quirino pode ser chamada de poesia visual. Ou como diz Ana Flávia em seu Twitter, “quando ele declama nós vemos o “filminho” em nossa mente.”

“Eu sou um ‘prestador’ de atenção do mato e o que eu vejo coloco em meus poemas.”

E nisso, ele sempre recolhe algumas expressões curiosas que encontra nas ruas, como:

“Pau de fuxico”: referência as rádios difusoras, aquelas caixas de som que ficam nos postes, muito comuns no interior. Geralmente são usadas para comunicar qualquer coisa de interesse da população que lá reside. É por meio desses alto-falantes que a maioria das propagandas do interior é feita.

“Banana pessoalmente”: isso foi durante uma conversa com uma funcionária de uma concessionária a qual ele tinha um projeto de arquitetura. Ele perguntou o que tinha de sobremesa, ou tira-gosto, e ela respondeu que tinha vários tipos de doces e outras coisas feitas de banana, incluindo a “banana pessoalmente”. Em vez de pedir banana, pediu um papel e uma caneta: “preciso anotar isso”.

E outras infinitas expressões…

Como também destacou como as expressões se transformam conforme o jeito de falar, como o caso da Fazenda Boi Só, que pertencia a uma família francesa, Bousoin (ou Boasor), que de tanto o povo falar ficou Boi Só, e o nome pegou. E ficou mais a ver com fazenda do que um nome francês…

Ao final da palestra, os alunos puderam fazer perguntas a Jessier.

E é bom saber que os alunos gostaram da palestra. Esperamos novas iniciativas como essa, e onde elas acontecerem, o blog com certeza estará.


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