Metade de absolutamente nada

E assim atravesso o dia primeiro de julho de um ano que chega pela metade de absolutamente nada. 104 dias de uma quarentena mais longa que aquela que Wuhan enfrentou para combater um vírus que de tão poderoso colocou o mundo em quarentena, por mais que alguns neguem a sua dimensão e impacto de como as coisas aconteceram tão rápido e tão fortemente. É, quando poderia imaginar que o meu primeiro semestre acabou em março?

Agora é pensar em como terminar o segundo semestre que mal acaba de começar, se é que assim podemos dizer. Mas de alguma forma já se projeta alguma esperança no horizonte, de tentar salvar o ano que poderia pensar ser promissor. Ou ao menos continuar a tentar fazer isso de casa. Tudo o que estamos vivendo foi praticamente de surpresa e vamos pensando em como isso vai passar. E precisa passar.

A única coisa que não podemos pensar no momento é em aglomerações. E por mais que tentemos voltar a aquele normal que deixamos para trás no início do ano, é melhor pensar em como as pessoas vão passar as festas de fim de ano tão ou mais surreais do que as festas juninas que acabaram de passar. Porque talvez não tão cedo grandes comemorações aconteçam. E elas devem ser as últimas coisas a serem pensadas.

Metade do ano já passou, no espaço do tempo que é calculado, sem sentirmos como o tempo parou, e pensando a cada momento no amanhã. Porque pode ser igual a hoje, ou será o futuro que almejamos buscar.


Hoje é 30 de junho, mas eu não me dei conta e pensei que hoje fosse 1º de julho. Mas o post fica no ar para vocês sentirem o que é perder a noção do tempo nessa quarentena. Só adicionei este rodapé para avisar mesmo. O tempo parou e eu não acertei o meu relógio…

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