Madrugadas de quarentena (não que sejam todas iguais)

28 de junho é véspera de São Pedro. Mais um dia de quarentena como… Outro qualquer. Meio inacreditável que essa seja a minha rotina, mas é, pode acreditar. Já são 100 dias assim, mas já tô pensando numa forma de voltar a ver a rotina – que rotina? – do bairro. Enquanto isso, passo mais uma dessas madrugadas de quarentena aqui pensativo comigo mesmo.

100 dias é tempo suficiente para algumas coisas terem mudado e me acostumar com essas “novas coisas”. E o mais engraçado é terminar aqui o primeiro semestre, pensando que entrei em casa literalmente depois do Carnaval. Parece longe, mas é a noção do tempo. Que 2020 foi interrompido no dia 19 de março.

Mas pelo menos tenho a noção do tempo e de saber adaptar rotinas, fim de semana, essas coisas. E se distrair trabalhando e descobrindo coisas novas para os seus sites, que é o que garantem o meu sustento. Pelo menos nessa parte de home office me adaptei quando poucos acreditavam e muitos já faziam.

Injeção de ânimo

Você tem que pensar em várias coisas. A última delas é ter medo. Isso nem passa mais pela minha cabeça, acredita? É como uma injeção de ânimo que você recebe e uma vacina na esperança de uma vacina.

Não que as madrugadas de quarentena sejam todas iguais. Mas elas de certa forma fazem parte de uma fase que uma hora passa. E tem que passar. Sem traumas e com história para contar – o que mais quero nesse momento é apenas isso.

Determinei que até o meio do próximo mês dá para retomar de forma lenta aquela famosa rotina de caminhadas. Essa é uma daquelas coisas que me dá saudade. Mas não é uma certeza, são coisas que preciso de análise de segurança para fazer. Não quero causar transtornos em casa. O resto, bem, muita coisa dessa quarentena levo comigo para sempre.

Até lá, muitos planos em prática. E a certeza de que ainda é necessário resiliência para superar esse momento. E ter esperança em dias melhores.

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