Só uma rede social de fotos?

O Instagram quando começou lá no início da década passada era realmente para poucos: uma rede social de fotos apenas para quem tinha iPhone. É, era para poucos; dos usuários de iPhone para os usuários de iPhone. Estava começando a era dos smartphones, e como tudo naquela época, era só para quem podia. Logo, nada mais natural que aquela fosse uma rede social de quem podia.

Alguns anos depois, o Instagram se expandiu e passou a fazer parte do universo Android – foi mais ou menos nessa época que eu criei a minha conta, a que até hoje existe.

Àquela altura, já era possível prever a ascensão dos smartphones e a popularidade de qualquer coisa que fosse lançada a partir dali. Era a primeira grande rede social dos celulares, tirando o já conhecido Facebook que podia ser usado de qualquer lugar. Ah sim; foi nessa época que o Facebook adquiriu o aplicativo (e quis dominar, pois mais um pouco, compraram o WhatsApp).

Uma coisinha aqui, outra ali…

Ali, ainda era mantida a essência da rede social de fotos, que você colocava filtros que lembravam fotos antigas – o nome e o primeiro ícone faziam essa referência. Mas o Facebook viu ali uma mina de ouro e a chance de minar um por um os seus concorrentes diretos, e foi ali que a simplicidade foi embora.

Primeiro, foi implementado o Direct, que permite que você envie mensagens, tipo Messenger mesmo. Objetivo: bater no WhatsApp – posteriormente adquirido pelo Facebook.

Segundo, foi implementado o recurso de vídeos. De início eram 15 segundos, depois 30, depois 60. Posteriormente, surge a possibilidade de transmissão ao vivo. Mais tarde, muito mais tarde, foi que surgiu o IGTV, para coisas maiores do que isso. Objetivo: bater no YouTube – é ruim de bater alguma coisa do Google, mas eles tentaram.

Terceiro, surgiram os stories, pequenas publicações que ficam 24 horas no ar. Ao longo do tempo, foram adicionados vários efeitos, filtros, recursos e outras parafernálias. Objetivo: bater no Snapchat, que viu a sua base de usuários despencar depois disso. Pode-se dizer que essa foi a tentativa mais bem-sucedida de Zuckerberg.

Por último e mais recentemente, surgiram os Reels, vídeos curtos, cheios de efeitos, que permitem ainda compartilhar o próprio áudio deles. E eu nem sei como isso funciona direito e talvez eu nem vá querer saber. Objetivo: bater no TikTok, sensação dos adolescentes de hoje em dia como o Instagram já fora um dia.

Case de sobrevivência

No meio de tudo isso, integração, suporte para criação de páginas comerciais, possibilidade de vendas, anúncios e por aí vai. Nasce aqui um verdadeiro case de sobrevivência, onde o Instagram precisa evoluir se quiser continuar sendo uma referência para alguma coisa, afinal, o que o usuário espera é isso: reinvenção.

E é assim que a mídia vai se mantendo, na necessidade de adicionar novos recursos para poder manter a sua base de usuários. Sem saber qual será a próxima, e como nós iremos nos adaptar a ela. E mais uma vez naqueles momentos em que viradas acontecem.

E acompanhar é para os fortes, meu amigo. Até o certo momento em que a idade chega, como chegou para o editor deste blog. Mas isso é história para outro post.

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