VIVA SÃO JOÃO!

Hoje, véspera de São João, o Nordeste, e a Paraíba, por consequência, entram no clima da festa. Aliás já estão nesse clima de arrasta-pé desde o início do mês, e hoje é o dia máximo do período de festas juninas por aqui. Vários setores da economia se prepararam para as festas de junho. E setores bem específicos, como o comércio do principal produto da festa, segundo o qual sem ele não tem festa junina. Estamos falando do milho.

O comércio de milho, como era de se imaginar naturalmente, ficou bem aquecido. Os preços foram razoavelmente maiores por conta da queda da safra de milho, é o que contam. Nas feiras livres e mercados públicos de João Pessoa, o que prevaleceu hoje foi a lei da oferta e da procura na essência. E depende do horário: para se livrar do estoque de milho, o comerciante naturalmente vai abaixar o preço do produto. Pelo menos esta manhã o preço da mão de milho (1 mão=52 espigas) estava na faixa de 15 a 20 reais, pelo menos em vários pontos do Mercado do Rangel. O milho que é vendido na Capital vem de várias cidades da Paraíba e de estados vizinhos, como o estado do Ceará, por exemplo.

E não apenas nos mercado do Rangel ou em quaisquer outros mercados da cidade: espigas de milho podiam ser encontradas em qualquer lugar da cidade, mesmo que esse lugar não seja necessariamente uma feira-livre. Até mesmo pontos comerciais relativamente distantes da feira eram pontos de venda de milho, a fim de garantir um dinheirinho extra a quem vende.

Outro mercado aquecido pelo São João é o de lenha para fogueira, que aliás é vendido pelo mesmo preço de uma mão de milho, numa faixa de 15 a 20 reais. Isso mesmo: em tempos de aquecimento global e preocupação total em relação ao meio ambiente, ainda existe por aqui a tradição de se fazer fogueiras. Porém as autoridades ambientais regulamentam a comercialização da lenha. A origem da lenha tem que ser de árvores podadas.

Também cresceu o movimento das cidades aonde o São João é uma festa tradicional, como as cidades de Campina Grande (a terra do Maior São João do Mundo), Patos, Cajazeiras, Monteiro, Sapé, Solânea, Santa Luzia, Bananeiras, entre outras. As prefeituras das cidades organizaram seus calendários de eventos para atrair seus moradores a ficar nas cidades, e é claro, os visitantes a virem até os municípios. O que garante renda extra a comerciantes e as prefeituras, e de certa forma visibilidade aos municípios nessa época do ano.

Certamente, o resultado de todo esse movimento no comércio e nas cidades em todo o estado é uma noite de festa garantida, afinal se trata da festa mais popular do Nordeste. Uma noite iluminada pelo brilho dos fogos de artificio (manuseie com cuidado) e, é claro, da própria festa.

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