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O despertar do meu olhar intencional

Como as escolhas visuais começaram a ganhar mais intenção em 2026?
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Como as escolhas visuais começaram a ganhar mais intenção em 2026?

Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim

Valorizar os aspectos visuais de uma marca é fundamental para que ela seja interpretada como ela precisa ser. As escolhas visuais começaram a ganhar mais intenção neste ano justamente nesse sentido, o que ajudou a despertar o meu olhar intencional. E o despertar do meu olhar intencional não é uma coisa que começou agora: ela é algo que uma hora iria acontecer. E eu precisava tão e somente me preparar.

Afinal de contas, se tem uma coisa que eu quero e que eu gosto é de criar sem pensar que aquilo vai ter a intenção de comunicar venda ou produto. É entender a essência daquilo que se quer transmitir. O que para mim já basta. Então, como é que a gente entende esse olhar intencional, no sentido de valorizar a intenção e trazer significado para a sua marca?

Aqui vamos usar teoria e das boas.

Como você valoriza a intenção propriamente dita?

Entender é mais do que fundamental para criar. Afinal de contas, trata-se de um projeto que faz parte de um projeto que é o sonho de uma pessoa. E ela quer, de certa forma, traduzir a sua intenção em forma de imagem.

Tudo começa exatamente por aí, quando você quer entender a intenção e ler a mente de quem pediu a marca. É enxergar que aquilo é uma bandeira, afinal de contas, todo território tem a sua, todo projeto tem um símbolo, e ele não é aleatório. Ele precisa comunicar.

Entender o meio é saber transmitir a mensagem da maneira correta. É aqui que você defende com veemência a sua proposta. E uma marca não precisa comunicar algo do nada: ela precisa ser a carta de intenções visual do seu projeto. Algo que as pessoas batam o olho e reconheçam o que você quer transmitir. Aqui entra justamente o conceito de valorizar os aspectos visuais.

O meio é a mensagem, já dizia McLuhan

Antes de chegar nesse tópico, queria apresentar Marshall McLuhan (1911–1980), filósofo canadense da comunicação. Ele cunhou em 1964 a frase que ficou famosa como título de ensaio no livro Understanding Media: “The medium is the message” — o meio é a mensagem.

A ideia central é contraintuitiva: o que importa em qualquer ato de comunicação não é primariamente o conteúdo transmitido, mas o meio pelo qual ele chega. Cada meio de comunicação não é neutro — ele molda a percepção, reorganiza os sentidos, altera a forma como o pensamento acontece. O meio já comunica algo antes de qualquer palavra ser dita.

O exemplo clássico dele: a luz elétrica não tem “conteúdo”. Ela não transmite mensagem nenhuma no sentido convencional. Mas ela transformou radicalmente a sociedade — criou noite habitável, reorganizou o trabalho, mudou a arquitetura, alterou relações sociais. A luz elétrica em si é a mensagem. O que você ilumina com ela é secundário

Como isso se aplica à identidade visual

E onde eu posso aplicar esse conceito de McLuhan? Assim: identidade visual é o meio pelo qual uma marca se apresenta. Antes de qualquer texto, produto ou serviço — antes do “conteúdo” — o sistema visual já comunicou algo. A tipografia escolhida, a paleta, o espaço negativo, a proporção dos elementos: tudo isso chega primeiro, opera no campo da percepção, e já posicionou a marca num lugar específico na cabeça de quem olha.

Você não leu ainda o que a empresa faz. Mas já tem uma impressão. Essa impressão não é neutra — foi construída. E foi construída pelo meio, não pelo conteúdo.

É por isso que uma identidade fraca não é simplesmente “feia”. É uma identidade que não controlou o que o meio estava dizendo. O meio falou por conta própria — e disse algo que o criador não pretendia, ou não disse nada de específico, que é igualmente problemático.

McLuhan diria: se você não pensa no meio, o meio pensa por você.

O primeiro post do dia no Site Josivandro Avelar. Um tema por semana, com uma pergunta por dia sobre assuntos relacionados a arte, cidade e comunicação. Pergunte o que quiser, eu posso lhe responder.

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