O celular e suas (in)formalidades

Ah o celular… Tô aqui escrevendo um texto quase completo com ele. Mas eu vou finalizar no computador porque lá estão umas ferramentas que eu não tenho no aplicativo por onde eu escrevo. Aqui eu só faço jogar a ideia mesmo. Se você tá lendo esse texto, já sabe que demorou pra entrar no ar porque eu fiz uma revisão total nele. Controle de qualidade numa das poucas formalidades que você pode se permitir ter.

E quem precisa de formalidades? Comecei o texto em um quarto, deitado em uma cama. Agora eu cismei e quis me levantar. Aqui tô eu no meu quarto terminando de escrever o texto que vai entrar no ar sabe lá quando eu quero. Nem quis abrir a janela nessa tarde de domingo.

Foto que tirei do celular da minha mesa de trabalho, num quarto quase escuro, numa tarde de domingo. Fim da descrição.
O home office está parado, só que não. Tô aqui escrevendo.

O ótimo dos dispositivos móveis é isso: poder fazer o que você mais gosta sem se comprometer muito, reservar horários, essas coisas. E é aquilo, não fico muito preso. Nem a quarentena me deixou assim, muito pelo contrário, vocês até viram. Produzi demais, inventei demais. Fiz o que nem imaginava fazer.

Quando se quer compartilhar, não há lugares nem barreiras

Se há um celular.

O que eu terminei de raciocinar nele, acabei de terminar. Mas nem tudo são informalidades. Depois de ter terminado, eu tomo o máximo cuidado de revisar o texto. É, isso vocês viram.

Porque não é porque você é descolado que você é descuidado. Você quer entregar o melhor. E não faria qualquer coisa nem informalmente. O que você vê, não necessariamente nasceu assim. Foi só construído para ser lapidado. Depois que terminei de escrever o que queria no celular, guardo no rascunho e vou revisar.

E entregue bonitinho para o leitor. A gente como produtor de conteúdo escrito é exigido e exigente demais. Com muita razão.

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