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O Carnaval da minha cidade

Começa como prévia, termina como tradição. Na minha cidade tem Carnaval para todos os gostos.

Bem-vindo a uma cidade que tem Carnaval para todos os gostos. Para os que ficam ao mesmo tempo que vão viajar. Para os que ficam por querer ficar. Eu mesmo adiantei um monte de coisas do site no domingo, mas é isso: é necessário que alguns fiquem para contar a história. E outros sigam na rua para transmitir de geração em geração.

Geralmente em João Pessoa as maiores manifestações são as pré-carnavalescas, ou seja, que ocorrem a uma semana do Carnaval. Muita gente costuma viajar para as cidades vizinhas no período do Carnaval propriamente dito. Mas isso não quer dizer, como muita gente até hoje vive dizendo sem nem ao menos conhecer, que essa uma cidade que não tenha Carnaval.

Muito pelo contrário. Não se pode dizer isso quando existem manifestações carnavalescas na cidade reunidas no chamado Carnaval Tradição, que é a principal manifestação da data propriamente dita, com escolas de samba, clubes de orquestra, tribos indígenas e ala ursas. E esse evento acontece aqui há praticamente um século.

E se você diz que falta um Carnaval de rua, saiba você que os principais blocos da cidade, como o Muriçocas do Miramar, por exemplo, surgiram de manifestações espontâneas dos moradores, que ao longo dos anos tomou uma proporção tal que é o maior bloco da cidade. E dele surgiram vários outros, e outros que foram criados depois dele.

Esses blocos que foram surgindo formam a prévia carnavalesca da cidade, alguns deles com temática – nas Virgens, homens se caracterizam com roupas femininas; no Cafuçu, os foliões se caracterizam com roupas bregas e essa também é a trilha sonora do bloco. E essa é a identidade do Carnaval pessoense: o povo que faz acontecer.

Lembra que eu falei do Carnaval Tradição? Nele desfilam agremiações de vários bairros, como escolas de samba, clubes de orquestra de freio, tribos indígenas e ala ursas. Algumas delas, localizadas aqui próximas, existem ala ursas que desfilam pelas ruas do bairro, incluindo a que eu moro, as crianças curtem. E quando desfilam, são prestigiadas por quem aqui fica ou visita.

É verdade, falta incentivo. E é preciso também intensificar melhor a questão do Carnaval como ativo turístico, existe ainda essa carência, ainda mais por conta do fortalecimento do Carnaval de rua em outras capitais. Mas de qualquer modo, não poderia deixar de citar essas manifestações na coluna de cidade de hoje.

Afinal, essas manifestações existem. Elas precisam existir como símbolo de uma cidade criativa e que apesar de tudo, resiste, e toda manifestação cultural que simplesmente existe sempre será a resistência e a resiliência do que nos torna únicos, e chamamos de identidade.


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