COMO ANDAM AS PARADAS DA LAGOA?

Nos primeiros dias, como em qualquer processo de adaptação, ocorreram alguns problemas, os quais, sinceramente, já eram esperados. Não se faz uma mudança ousada como essa sem que situações previstas aconteçam, desde as dúvidas dos passageiros até o costume dos motoristas de veículos particulares de ainda usar a Lagoa como acesso mesmo que não precisem passar por lá, causando engarrafamentos em certos horários. Tem certas coisas que só se consegue ter uma noção na prática. Mas aos poucos as coisas vão se ajustando.

2016-02-02 12.56.28
A Prefeitura instalou grades onde haviam correntes.

E é justamente por isso que ajustes foram feitos de 10 dias para cá. Além disso, passei pelas paradas hoje, terça-feira, dia útil, de movimento. Como era de se esperar, encontrei um engarrafamento na Getúlio Vargas, afinal ainda tinha motorista de carro que insistia em passar no anel externo da Lagoa. Dica: só passe no anel externo da Lagoa de carro se você realmente for fazer algo lá ou nas proximidades. Caso contrário, procure alternativas.

As paradas foram adequadas conforme algumas das reclamações mais feitas pelos passageiros, como sinalização, por exemplo.
As paradas foram adequadas conforme algumas das reclamações mais feitas pelos passageiros, como sinalização, por exemplo.
2016-02-02 12.56.12
As grades substituem as correntes e adequam o fluxo dos pedestres, impedindo que atravessem o corredor fora da faixa.

Nos primeiros dias, foi frequente ver pessoas caminhando nos canteiros (destacamos esta palavra para deixar claro que aquilo que divide o corredor dos ônibus da pista dos carros não são calçadas, são canteiros). Hoje, ao voltar de lá, não vi tantas pessoas assim – era por volta de umas 9, 10 da manhã. Só 3 ou 4, mas ainda gente que insistia em passar por lá pela força do hábito, mas sabendo que lá já não há calçada.

O problema desse lado vai aos poucos sendo solucionado. Cabe lembrar que do outro lado da rua há calçada, portanto se você não vai para alguma parada da Lagoa, por favor, utilize as calçadas do outro lado da rua.

Por outro lado, das paradas até o final, os canteiros foram gradeados. Provisoriamente, mas gradeados até que a Prefeitura arrume cercas definitivas. Por enquanto, estão sendo usadas grades dessas de cercar multidão em show musical. Elas surtiram efeito: ninguém foi visto – pelo menos por mim quando lá estava passando – caminhando por essas calçadas gradeadas. Menos mal.

Quanto a questão do semáforo, os que ficam no início da Miguel Couto foram ajustados: um para os ônibus, outro para os carros, simples. Quando um abrir, o outro fecha, nada mais. Mais um ajuste realizado.

A estrutura das paradas foi bem ajustada. Houve quem reclamasse das correntes e tá aí, elas foram substituídas por grades.

2016-02-02 12.58.23
As plataformas ganharam grades e corrimões, além das rampas serem pintadas de azul para sinalização de acessibilidade.

Corrimões foram instalados nas rampas para facilitar a acessibilidade, além das rampas serem pintadas de azul com o Símbolo Internacional de Acessibilidade.

Além das grades e corrimões, semáforos foram instalados. Só não foram ligados ainda.
Além das grades e corrimões, semáforos foram instalados. Só não foram ligados ainda.

A Semob ainda instalou alguns semáforos que ainda não foram ligados: um que fica próximo a primeira faixa de pedestre, e que está voltado para o cruzamento da faixa de carros com a Av. Des. Souto Maior; certamente não será de botão e sim um semáforo de cruzamento, uma vez que o mencionado cruzamento é movimentado.

Os outros dois semáforos estão instalados na entrada e saída das plataformas, O da entrada é para todos os ônibus, e os da saída, apenas para a plataforma direita – a saída da plataforma esquerda é um pouco mais para a frente.

Agora uma coisa que chamou a atenção foi a sinalização das linhas em cada parada; além de resolver o problema, a Semob ainda aproveitou o espaço das placas de propaganda para, além de incluir a relação das linhas de cada parada, inserir mapas com os itinerários das linhas que param nelas, além da localização dos pontos finais. Para quem mora fora de João Pessoa, isso é uma mão na roda e tanto.

2016-02-02 12.57.19
As paradas finalmente receberam placas com as linhas onde cada uma pára…
2016-02-02 12.57.22
…Mas a Semob foi além e colocou ao lado mapas com os trajetos delas.
2016-02-02 12.59.49
Nunca tínhamos visto algo parecido. Para quem mora fora da cidade, isso é uma mão na roda.

Ainda há equipes da Semob e a galera do “Posso ajudar?” à disposição para ajudar os passageiros.

E quanto ao anel interno da Lagoa? Agora sim ficou no passado. O asfalto e os antigos abrigos de ônibus já foram removidos. A área já está toda cercada. Em poucos meses, aquilo tudo dará lugar a calçadas, arborização, bancos, etc.

2016-02-02 12.55.54
Fomos ver o funcionamento das paradas em um dia útil. Fotos feitas entre 12:55 e 13 horas do dia 2 de fevereiro de 2015.
2016-02-02 13.00.22
Posto da Guarda Municipal ao final da plataforma. Ao fundo é possível ver algumas grades que estão sendo usadas para impedir que passageiros usem o canteiro como calçada.

É como a reforma de uma casa; você vai se sentir incomodado com poeira, materiais de construção, buracos e outras coisas enquanto está fazendo seus afazeres. Com uma cidade, é a mesma coisa. Veja essa intervenção na Lagoa e a intervenção na entrada aqui do Cristo – a do Viaduto do Geisel. Obras geram transtornos, mas elas acabam, e quando acabam, os resultados vêm em benefício de todos. Portanto, dois pedidos do blog: adaptação e paciência. Adaptação porque as mudanças são definitivas, e paciência, porque obras complexas não terminam de uma hora para outra.

Seguimos acompanhando as mudanças que acontecem ao nosso redor. Para nos acostumar que elas fazem parte da vida.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *