CIDADE ENGARRAFADA

Depois de quase quatro dias sem postar, era hora de voltar para cá e colocar os assuntos em dia, já que o blog está cada vez mais visto e precisa de mais assuntos, mais notícias, mais histórias, enfim, mais coisas para serem mostradas por aqui. E para marcar esse retorno, é hora de falar de um assunto sério, que acontece em João Pessoa, mas é um problema de várias cidades Brasil afora, em especial as capitais, embora cidades-pólo interioranas também não escapem desse problema. É o cada vez mais crescente trânsito das grandes cidades.

Volta e meia é comum presenciar um acidente ou atropelamento na Epitácio Pessoa, a principal via de acesso da capital paraibana. Hoje mesmo aconteceu um acidente desses: um ciclista estava sendo atendido pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) no cruzamento dessa avenida com a Expedicionários (para quem mora em João Pessoa, fica em frente a sede da Igreja Universal). Talvez tenha sido atingido por um carro que não estava no local do acidente. E a Epitácio será o exemplo que usarei nesta análise que vou fazer no decorrer da matéria, já que é a rua mais movimentada de João Pessoa, para demonstrar o quanto o trânsito da cidade cresce e o quanto é preciso que se tome providências necessárias para amenizar os eventuais engarrafamentos.

Grandes ou pequenos, com feridos leves ou com vítimas fatais, andar na Epitácio é um teste de paciência para os motoristas. Que talvez nem precisassem se utilizar daquela via: a Beira Rio, por exemplo, é uns 100 metros maior que a Epitácio, e não é tão movimentada quanto ela. Enquanto na Beira-Rio o trânsito é tranquilo, na parte duplicada da Pedro II o trânsito flui de modo considerável, passar na Epitácio segue sendo um desafio, principalmente, é claro, nos horários de pico.

Só para citar exemplos, os cruzamentos mais críticos na minha opinião são os seguintes: o da Av.Expedicionários até o Shopping Moriah, trecho aliás onde aconteceu o flagrante de hoje, e, como não poderia deixar de ser, o da Rui Carneiro, e todos no sentido saindo do Centro, o que reforça a necessidade de se construir vias alternativas, ou mesmo, conscientizar os motoristas a usarem essas vias, pois não adianta construir alternativas se não se estimula o motorista a utilizá-las. E já existem: a própria Beira Rio, que possui duas alças que a conectam com a BR-230, e a Pedro II, que não por acaso foi duplicada justamente por isso; desafogar a Epitácio Pessoa.

Tanto que no ranking das vias onde ocorrem o maior número de acidentes, a Epitácio lidera. Culpa na maioria das vezes da imprudência dos motoristas, já que a avenida, diga-se de passagem, é bem sinalizada e apresenta boas condições. E a STTrans sabe disso, e sabe o que fazer, tanto que continua estudando novas alternativas para desafogar o trânsito da avenida. Tudo para que a Estrada da Praia de outrora tenha um trânsito mais fluente e responsável.

A cidade cresceu num ritmo completamente frenético, a frota mais ainda, e o crescimento de ambas acontece de forma acelerada, mas o crescimento de uma não parece acompanhar o crescimento da outra. Está aí o trânsito de várias vias da cidade que não deixa mentir. E é preciso se fazer mesmo alguma coisa para se resolver o problema e balancear o crescimento, de modo que o aumento da frota possa vir acompanhado da melhoria das vias públicas, entre outras providências, como investir em transporte público, incentivando as pessoas a deixarem o carro em casa e usar meios coletivos, como também o incentivo ao uso de meios alternativos como o uso da bicicleta e a consequente construção de ciclovias para que os ciclistas trafeguem com o máximo de segurança.

Ou caso nada seja feito, a cidade para nos engarrafamentos. E ela precisa andar, pois se a cidade é um corpo, as veias e artérias precisam fluir justamente próximas ao coração da cidade em direção as outras partes desse grande organismo chamado João Pessoa.

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1 comentário em “CIDADE ENGARRAFADA”

  1. Pois é Josivandro…JP está sofrendo as consequencias de ñ ter sido uma cidade planejada para o crescimento, assim como outros grandes capitais no Br. Até nos bairros periféricos o grande número de veículos se faz presente…no Geisel tem horários q o trânsito fica engarrafado.

    Uma das coisas que precisam ser feitas na minha opinião é: a duplicação do trecho do Oitizeiro e a retirada daquela feira…na parte debaixo tem mto espaço para colocar lá. E tb, um viaduto ligando o Geisel ao Cristo…assim acabaria com aquele congestionamento e risco de acidentes.

    E quando ao transporte, eu defendo que os bairros do Colinas, Bairro das Industrias, Funcionários, e regiões vizinhas, deveriam ter uma linha para o centro pelo Acesso Oeste…seria mais rápido e diminuiria o volume de ônibus em Cruz das Armas.

    Abraços

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