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As pessoas

Entender as pessoas é um desafio, afinal, como criar senso de comunidade com cabeças que não pensam na mesma sintonia?

Conviver em comunidade tem seus bônus e seus ônus, até porque você convive com pessoas. E bem, não só aqui como virtualmente. Mas como a coluna da quinta-feira trata dos aspectos de comunidade, vamos esquecer por um momento o mundo virtual, mesmo que ele seja um espelho de como as pessoas são sem que sejam mais explícitas sobre o que são ao vivo e em cores. Mas que tem momentos em que eu preciso falar sobre isso, tem.

O primeiro passo: existem pessoas chatas, como eu posso ser um completo chato muitas vezes e passar essa impressão para as pessoas. Mas eu as deixo acharem que eu sou chato. Em muitos momentos eu preciso ser, mas se tem uma coisa que eu jamais vou admitir é que interfiram na minha identidade como pessoa, cidadão e personalidade. Toda zona de influência tem os seus limites, e as pessoas entendem que eu tenho uma identidade a zelar. Se eu sei do seu limite, você sabe o meu.

Mas e quando a gente não consegue se entender sobre o nosso lugar? Parece que isso está acontecendo e eu muitas vezes me sinto desapontado por entender que eu posso estar perdendo o controle e ser interditado de vários debates. Mas amigos, quando você está com a voz do bom senso, nem toda razão é absoluta. Aliás, o que define o que a gente entende pela tal da razão? Talvez nem os donos da razão saibam direito.

Mas eu não julgo as pessoas. E eu não posso fazer isso sem antes olhar para as minhas próprias atitudes e muitas vezes analisá-las, como uma autocrítica, uma autorreflexão, essas coisas que a gente precisa pensar em si antes. E é preciso se olhar no espelho muitas vezes, se analisar muitas vezes, entender a si mesmo muitas vezes, por mais que pareça algo impossível entender a si mesmo. Assim você entende melhor as pessoas.

Elas são assim, muitas vezes, elas são caretas. Aliás, ficamos caretas? Onde está aquela mente aberta que tínhamos há um tempo? E por que encaretaram? Existe algum medo que você sinta? Eu acredito que a gente disfarça os nossos medos na caretice, como se ela fosse uma máscara para que a gente se proteja daquilo que nos dá receio de fazer. Mas as coisas mudam na velocidade em que a gente toma coragem de fazer e reivindicar as coisas que precisam ser reivindicadas.

Mas é assim, se entendendo melhor que você entende as pessoas. E aí se dá conta do que é o verdadeiro senso de comunidade.


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