Image

A gênese da imagem

De onde nasce seu repertório visual?
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De onde nasce seu repertório visual?

Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim

A gênese da imagem nasce daquilo que se vê ao meu redor, brotando da observação sensível do cotidiano e das paisagens familiares. Ela surge da minha rotina e dos pequenos detalhes que compõem o dia a dia. Vem do movimento constante que eu presencio e das coisas que eu quero eternizar através do olhar, das ferramentas que eu tenho e dos movimentos que eu procuro captar.

Afinal de contas, não existe época que não se perca com o passar do tempo nem momento que deixe de oferecer alguma beleza singular para ser aproveitada. Essa criação emana do jardim de casa, da vida que pulsa entre as plantas, mas também da projeção de como eu gostaria que fosse o jardim em um cenário ideal. É, no fundo, uma forma de expressar como eu queria ver o jardim, unindo a realidade observada ao desejo da imaginação.

Olhe atentamente ao seu redor agora mesmo e me diga: o que você vê realmente fica gravado na sua memória, e você simplesmente deixa esses instantes passarem sem que eles deixem qualquer rastro de reflexão ou significado profundo? Quando um lugar, um cenário faz parte da sua rotina, o que nele está fica na sua memória. E são dessas pequenas coisas que você se lembra.

Dos momentos que a gente transforma com o tempo em elementos da nossa identidade. Afinal de contas, cada coisa que a gente cria se forma a partir dos elementos daquilo que a gente chama de identidade. Do que é a nossa cara. Do que a gente admira. A gênese da imagem vai transformando o que para muitos parece passar despercebido em uma memória a ser eternizada.

É assim que eu trato cada elemento que eu vejo nas ruas. Porque é nelas que o meu repertório visual nasce e se desenvolve. Nas coisas que eu vejo quando eu vou andar, no que eu vejo quando eu saio de casa. O ar que se respira lá fora é fundamental para transformar aqui dentro ideias em arte, em elementos de identidade.

A imagem começa no exato instante em que surge o desejo genuíno de gravar algo. Ela ganha vida quando se manifesta a vontade profunda de eternizar um momento, um sentimento ou uma luz específica que não se quer perder. Afinal, eternizar o efêmero é tudo o que se busca incessantemente através do olhar. A gênese da imagem está presente em cada detalhe ao meu redor, pulsando na realidade cotidiana e nas formas que me cercam.

É naquilo que eu procuro para eternizar, nas pequenas frações de tempo e espaço que eu quero guardar para sempre, que encontro meu propósito criativo. E é precisamente dessa forma que a arte se produz e os objetivos mais subjetivos se traduzem em algo concreto e visível. É aqui, nesse contato com o mundo, que o meu repertório visual nasce, nutrindo-se da observação constante, e é aqui que ele se transforma e amadurece.

O primeiro post do dia no Site Josivandro Avelar. Um tema por semana, com uma pergunta por dia sobre assuntos relacionados a arte, cidade e comunicação. Pergunte o que quiser, eu posso lhe responder.

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