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A estética do imperfeito

Nem tudo precisa ser polido — o erro também comunica. E muitas vezes nos faz abrir os olhos para o que a gente talvez nunca consiga enxergar. Pois o imperfeito faz parte de nós.

Ontem eu tinha esquecido de postar o desenho do #80folhas. Mas não fiquei agoniado só porque eu fiz isso depois que eu coloquei os carrosséis que encerram a semana. Um recurso no Instagram que permite reorganizar a grade salvou a pele. Hoje em dia as facilidades tecnológicas nos permitem mitigar os erros, mas eles seguem sendo perceptíveis, afinal de contas, tem erros que a gente não consegue disfarçar, mesmo que queira. Tudo é imperfeito.

Mas sabe de uma coisa? A gente não precisa ficar disfarçando o tempo todo as coisas que as pessoas inevitavelmente notam, afinal, faz parte da nossa natureza como seres humanos que somos. Nem tudo precisa ser polido — o erro também comunica. E muitas vezes nos faz abrir os olhos para o que a gente talvez nunca consiga enxergar. Pois o imperfeito faz parte de nós.

O título deste post vem do episódio 214 do Luneta Sonora, que eu postei em outubro do ano passado, onde eu falei sobre a questão das falhas que muitas vezes acontecem, mas a gente não precisa ficar agoniado, afinal de contas, o erro faz parte e a gente tem que lidar com ele. E foi assim que tornei falhas em força criativa. Talvez tenha muito a aprender nesse tempo. E talvez vale uma revisitada no conceito que eu apresentei naquela época, que continua bem atual.

E tá tudo bem, afinal de contas, faz parte da nossa trajetória falhar. E eu mesmo já falhei inúmeras vezes, afinal de contas, somos humanos e estamos sujeitos a isso mesmo: errar. Quantos de nós não cometemos erros e aprendemos, de certa forma, a reconhecer? Porque faz parte, e nós, seres humanos, estamos sujeitos a errar. Afinal, não somos perfeitos.

Ultimamente alguns erros acontecem, é verdade. Mas é dos erros que muita coisa surge de incrível, e o que você poderia acreditar que poderia ser um erro, termina sendo uma de suas descobertas mais incríveis. Por isso não se há de desanimar. Há de se entender e de se transformar os erros. Há até de se enxergar oportunidades onde elas talvez nunca sejam encontradas. Muitas vezes é nesse caminho que os erros nos encaminham.

Dizem que a gente aprende com os erros. E talvez essa seja uma das maiores verdades que existe, afinal de contas, nada é perfeito na nossa trajetória. Deixe que o tempo cuide, deixe que o tempo conte a história, sem que a gente precise interferir no curso do que é contado. O que é imperfeito, acontece. O que passou, passou.

E assim a gente constrói a nossa trajetória, aprendendo com os erros. Pois no imperfeito, a gente enxerga o que talvez a gente não consiga ver da maneira mais clara por conta daquilo que a gente acredita que seja realmente perfeito aos nossos olhos. É sobre isso, e tá tudo bem. Não são os erros que lhe definem, mas o que você faz com eles.

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