Se não posso passar do muro para fora por causa da quarentena, não desanimo porque tenho à minha frente um infinito azul que eu estou acostumado a ver há trinta e dois anos.
Eu ainda posso ver o céu de uma tarde de outono do muro para dentro, com a companhia daquele mesmo poste que você já deve ter visto outras vezes.
E posso ver daqui, do terraço de casa, o céu sem nuvens, na sua imensidão azul, com a mais absoluta calma. A calma que me faz ter o equilíbrio suficiente para me manter sempre inspirado.
Tendo calma na alma, tudo se harmoniza. E é essa calma toda a calma que eu preciso no momento, pois é isso que me deixa em equilíbrio.
O equilíbrio de se observar os pequenos detalhes da vida, e a própria natureza, porque não? Há vida na cidade grande. Vida que é um presente, vida que se faz presente.

Por isso mesmo, fiquem tranquilos. Estou em equilíbrio. Porque isso me inspira e me alivia.
De dentro para fora do muro, do terraço de casa, vejo um infinito. O infinito azul do céu. E sinto o quanto isso me acalma…
Não há nuvens, quase não há barulho. E olha que estou em uma cidade grande.
E há como você observar os pequenos detalhes nela. Pequenos detalhes que pouca gente repara.
São coisas que você presta atenção quando está na mais absoluta calma.
Na calma que o infinito azul do céu proporciona…
…E que você pode apreciar do muro para dentro.