Image

Pare e se inspire diante da arte

Quando você olha para uma obra de arte que te paralisa, o que acontece dentro de você antes de conseguir colocar isso em palavras?
,

Quando você olha para uma obra de arte que te paralisa, o que acontece dentro de você antes de conseguir colocar isso em palavras?

Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim

Diariamente, a gente caminha e olha de relance para tudo o que está ao nosso redor, imersos na pressa do dia a dia. E ao longo das últimas semanas, fiz questão de falar sobre essas pequenas coisas e sutilezas cotidianas que costumam passar completamente despercebidas diante dos nossos olhos atentos, mas cansados.

Mas em algum momento, no meio desse fluxo constante, surge alguma coisa extraordinária que nos chama a atenção e nos obriga a desacelerar e parar. Algo que nos impressiona de forma genuína, um detalhe que simplesmente se destaca do cenário comum. Diante disso, nos perguntamos: será uma verdadeira obra de arte consagrada, ou será apenas alguma coisa simples do cotidiano que, pelo olhar sensível, também merece e pode ser chamada assim?

A resposta para essa dúvida pode estar bem na nossa frente, ao alcance de um olhar mais atento, e talvez a gente nem precise se esforçar tanto ou fazer grandes investigações para buscá-la. Basta apenas desarmar o espírito, abrir o coração e aprender a enxergar a beleza que reside nos detalhes mais simples e prosaicos, como a luz do sol refletida numa janela ou o balanço das folhas ao vento.

Afinal de contas, cada um desses pequenos instantes realmente importa e constrói nossa experiência de mundo. Pode ser uma obra de arte que realmente chame nossa atenção e nos paralise, pode ser uma obra que a gente só veja e cause de certa forma uma sensação especial em nós. Qualquer coisa que nosso olhar fixe e se firme, causa sensações que a gente precisa traduzir de alguma forma.

Essa tradução, por meio da escrita ou da fala, revela muito quem somos e como percebemos a realidade ao nosso redor. Transformar o que sentimos em palavras é uma forma de traduzir a realidade que vivemos, entendendo o mundo que a gente vive como o cenário onde nós somos simplesmente nós mesmos. Em suma, expressar o que vai na alma é dar voz a nossa verdadeira essência.

E olhar de verdade para o que nos chama a atenção acaba provocando uma avalanche de diversas sensações e sentimentos profundos dentro da gente. Sentir, com toda a nossa intensidade, é sempre o primeiro passo indispensável para começar a compreender o mundo que nos cerca. E é justamente a partir dessa conexão sensorial e íntima que a gente começa a organizar esses sentimentos para, finalmente, transformá-los em palavras escritas ou faladas.

É mais ou menos dessa forma que eu procuro traduzir o que vejo passar diante dos meus olhos no cotidiano. Afinal, nem sempre a gente tem como registrar esses momentos em imagens físicas. Ou, muitas vezes, nem mesmo as fotos são capazes de descrever e transmitir sozinhas aquilo que é carregado de uma camada tão profunda de significado subjetivo e emoção.

Nessas horas, é preciso silenciar o barulho externo e deixar a alma falar livremente por si mesma. Só então, com essa voz interior ativa, podemos transformar essa vivência em palavras estruturadas, em um texto sincero, em poesia pura ou em qualquer outra forma de expressão que estiver ao nosso alcance. O que vale a pena de verdade.

É exatamente esse processo que faz valer a pena tudo o que é feito, tudo aquilo que se traduz em linhas escritas e que se transforma, enfim, em uma nova camada de arte diante da própria arte que é a vida. Por tudo isso, torna-se fundamental e vital nunca parar de buscar novas fontes de estímulo e continuar se inspirando todos os dias.

Pare e se inspire. Pode ser pela arte, pode ser pelo cenário da natureza ou até pelo gesto mais simples que acontece ao seu redor. Antes da gente traduzir isso em palavras, a gente precisa tão e somente sentir. Essa conexão pura é o que dá sentido a tudo o que a gente quer transformar em arte, em texto, em palavras que traduzam na nossa linguagem o que a gente tanto anda querendo procurar. E talvez, a gente até achou e nem saiba.

O primeiro post do dia no Site Josivandro Avelar. Um tema por semana, com uma pergunta por dia sobre assuntos relacionados a arte, cidade e comunicação. Pergunte o que quiser, eu posso lhe responder.

Compartilhe
Avatar de Josivandro Avelar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Antes de deixar o seu comentário, leia a Política de Comentários do site.

Luneta Sonora

Um podcast sobre tudo e nada ao mesmo tempo.
  1. Luneta Sonora 257: Tempo para entregar
  2. Luneta Sonora 256: O que quase passa despercebido
  3. Luneta Sonora 255: Colecionar para criar
  4. Luneta Sonora 254: Fragmentos que viram textos

Assine A Luneta

Receba os posts do site em uma newsletter enviada às segundas, quartas e sextas, às 8 da manhã.

Processando...
Sucesso! Você está na lista.