ONDE VAMOS. AONDE CHEGAMOS

Hoje é 23 de dezembro. Num dia como esse em 2008, tirei uma ideia da cabeça depois de me acostumar com esse caminho sem volta chamado Internet. No final da década passada o Orkut era a rede social da vez. O Orkut acabou, a conta do Google sobreviveu. Para contar a história, literalmente. Foi por ela que criei o blog, ainda como Blogger, uma ferramenta que desde que eu larguei há cinco anos parece não ter mudado nada.

E foi na inquietude de mudar que eu mudei. Há cinco anos o blog está em hospedagem própria – esse ano está em sua segunda hospedagem. Com possibilidades de mudar, de crescer, de não ter medo, não deixar a peteca cair. E aqui estamos comemorando 11 anos de existência na Internet.

11 anos na Internet, meu amigo, é uma vida. São poucos os negócios que sobrevivem tanto tempo online. Nem o próprio Orkut durou tanto. E nem o Google conseguiu substituir a rede social a altura. Entrei no Twitter quando tudo aquilo lá era mato. Facebook a mesma coisa. As contas existem e persistem. Como o próprio blog.

O blog mudou de plataforma, de endereço, mas os textos daquela época continuam aqui, e não quero largá-los por nada. Quero deixá-los aqui para mostrar que eu já fui um iniciante, que eu já errei demais, que tive e ainda carrego as minhas manias. E que não me arrependo dos passos que dei para chegar até aqui.

Para chegar até aqui quebrei galhos. Fiz de tudo um pouco. Eu que escrevo os textos, tiro as fotos e faço as artes, dando a minha personalidade para algo que tem o meu nome até mesmo no endereço. Um dia fiz dos quebra-galhos a minha vida, mas aprendi que eram apenas isso: quebra-galhos. O que eu quero é contar histórias, registrar momentos, e não sei fazer isso de uma forma melhor do que com a redação, usando as ferramentas que posso usar ao meu favor. Mas sempre priorizando a personalidade e a identidade nas mensagens que eu quero passar.

De todas as coisas que fiz na minha carreira, o blog é a minha obra mais significativa. Porque aqui está registrado praticamente tudo o que eu fiz na comunicação. Porque aqui eu posso contar uma história com propriedade e personalidade. Porque aqui eu posso ser um pouco o eu que eu quero mostrar ao mundo.

E há um mundo com muita história pela frente. Que posso e quero contar com a propriedade de quem se sente bem andando a cidade toda ou desenhando uma paisagem. De lembrar de cada passo e de cada momento. De se sentir útil quando você quer ser parte ativa na sociedade.

Já se passaram 11 anos. Do instante que apertei o botão que colocou o blog no ar. Do instante que postei o primeiro texto. E naquele primeiro texto está a minha missão. A minha forma de surpreender as pessoas. A minha forma de levar a história que eu aprendi a gostar e descobri como contar.

A minha forma de surpreender é e sempre será essa: comunicar. E isso não mudou nesses 11 anos. E é algo que faz parte da minha identidade. É isso que me faz ser o que sou nesses 31 anos de vida. E é isso que me faz feliz.

É para onde vamos. É aonde chegamos. Numa parada para as festas, começa uma trajetória. Ao infinito e além.

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