O que o tempo mudou na sua maneira de criar?
Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim
O tempo muda e apresenta novas ideias. O tempo muda bastante coisa na minha maneira de criar. Da importância de lembrar que muitas vezes você não tinha nada além de uma rua de chão batido, até uma folha de papel, até computador e celular. A evolução tecnológica apenas transforma o meio, mas a essência da criação continua a mesma. O tempo transforma as ideias em histórias que ganham vida própria de várias formas, das palavras aos traços, do sentido das coisas até o silêncio.
Tudo isso passa pelo puro e simples ato de inventar, o que eu mais tenho feito nesses tempos, mesmo antes de pensar que um dia eu poderia estar aqui, escrevendo em um site de minha propriedade. O ato de inventar permanece vivo em quem escreve, e cá estou eu me reinventando diariamente diante da necessidade de me manter atualizado no que antes começou como uma grande brincadeira, até você descobrir que pode levar o que está fazendo a sério, afinal de contas, é brincando que a gente descobre o que a gente quer ser quando crescer.
Afinal, cada nova ferramenta traz consigo um universo de possibilidades inéditas, exigindo que o criador adapte suas técnicas cotidianas sem nunca perder a autenticidade e o entusiasmo dos primeiros dias. É preciso aprender a dominar novas interfaces e softwares complexos sem deixar que a tecnologia esfrie a sensibilidade criativa. De escrever com os dedos até a digitação, das técnicas rudimentares até a inteligência artificial, o essencial continua sendo a centelha única que nasce da imaginação humana.
E foi exatamente assim que o tempo transformou profundamente a minha maneira de criar e conceber a arte: reinventando-me constantemente a cada novo ciclo, desapegando de velhos padrões e permitindo que cada técnica manual fosse pacientemente aprimorada e lapidada por tudo aquilo que o futuro trazia ao longo dos anos – conquistas e aprendizados que, até então, não passavam de um ideal distante, quase como um sonho impossível que agora se tornava realidade viva.
A jornada artística é feita dessas transições constantes e inevitáveis, onde o passado rústico dos métodos tradicionais e artesanais – que carregam a alma, a textura e a essência de gerações de criadores – e o presente digital acelerado se encontram, convergem e dialogam harmoniosamente. Essa rica simbiose serve para dar forma a novas histórias, mídias inovadoras e perspectivas únicas que desafiam o convencional, expandem os limites da criatividade e cativam o público de maneiras totalmente inesperadas, gerando conexões profundas e duradouras que transcendem a barreira do tempo.
O tempo muda, o tempo ensina, o tempo nos faz entender que a vida é feita de ciclos ininterruptos, e que até então um texto que eu poderia muito bem guardar apenas para mim mesmo, trancado em algum diário empoeirado no canto de qualquer lugar do quarto, é hoje algo que o mundo inteiro pode ler, acessar e compartilhar. Não só este artigo em particular que você está lendo agora, mas mais de 10 mil textos publicados ao longo de quase 18 anos de dedicação diária à escrita. É um legado construído com persistência.
E para quem está completando 38 anos de idade e quase duas décadas de escrita, sem contar todo o tempo de ensaio para a vida que a gente chamava de brincadeira, a gente entende o quanto os desenhos do chão batido da rua foram parte fundamental para moldar o que hoje existe aqui e pode ser visto em todas as ruas do mundo. Sim, porque antes, você só poderia ver em um recinto com um computador. Hoje pode ver de qualquer lugar, de qualquer rua, de qualquer praça, a bordo de um avião ou de um navio, em qualquer lugar onde houver um celular e uma história para contar.
É sobre estar em lugares onde você nunca antes esteve, conversando com pessoas que você não faz ideia que tenham parado para ler, e isso por si só vale cada segundo da jornada e de todas as coisas que eu venho fazendo, que seguem em plena evolução, porque daqui a cinco ou dez anos, nada mais será igual. E é por isso que eu sigo por aqui, escrevendo e compartilhando um pouco de cada história em uma história inteira. Se este texto chegou para você, você não faz ideia do quanto isso significa para mim.
E assim sigo escrevendo a minha própria história, traçando linhas e parágrafos como se fossem os passos dados sobre o chão batido da minha rua de infância – aquela mesma que hoje já não existe mais fisicamente, soterrada pelos paralelepípedos e remendos de asfalto, mas que agora se modernizou, transformando-se como em um filme de ficção científica, onde a memória ganha vida em uma tela de computador brilhante e em um site sempre no ar, pronto para continuar registrando os dias, as dores e as alegrias com absoluta fidelidade.
#SetePerguntas
O primeiro post do dia no Site Josivandro Avelar. Um tema por semana, com uma pergunta por dia sobre assuntos relacionados a arte, cidade e comunicação. Pergunte o que quiser, eu posso lhe responder.










