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Mais um ano que se passa

O que significa chegar a mais um aniversário olhando para tudo o que você já construiu?
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O que significa chegar a mais um aniversário olhando para tudo o que você já construiu?

Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim

Quando chega a idade, você naturalmente olha para trás e pensa: como foi que eu cheguei até aqui e como é que eu construí o que eu construí? É um exercício inevitável de reflexão sobre os passos dados, os erros cometidos e os acertos que moldaram quem somos. Mas eu não tenho medo de encarar aquilo que está estabelecido e que para mim não deveria ser assim. Não tenho medo de bater de frente. Só preciso, antes de mais nada, da coragem que sigo acumulando em forma de palavras.

É exatamente assim que eu chego aos 38 anos, sentindo-me plenamente pronto para encarar o mundo um ano mais velho, pronto para entender as complexidades da vida, pronto para construir novos sonhos e pronto para reivindicar o seu lugar de direito, ao mesmo tempo que eu estou pronto para abraçar aquilo que é incerto vestindo uma roupa de certeza, pronto para encarar o passado usando uma roupa de futuro com a qual eu vou bater de frente, questionar e, por vezes, até sentir raiva das oportunidades perdidas ou dos caminhos tortuosos.

Mas a grande verdade é que nem sempre a gente precisa pensar nisso o tempo todo; aliás, na maior parte das vezes, a gente nem deveria carregar esse peso nos ombros. Preciso entender o que eu olhei e o que eu vou olhar. Preciso entender o que eu quero e o que eu vou buscar. E seguir em frente diante dos meus sonhos. O segredo da leveza reside em apenas deixar o tempo agir por si mesmo, permitindo que a vida flua naturalmente sem a ânsia constante de respostas que só o futuro pode nos dar.

É o momento exato de atualizar a biografia e todas as páginas das redes sociais onde eu dizia, com certo orgulho e nostalgia, que tinha 37 anos de idade. Agora os números são outros, e não mudo somente os da idade, mas a perspectiva com que encaro o mundo. São três décadas, quase quatro, de histórias ricas para contar, além de muitas lembranças preciosas para guardar no coração e continuar construindo todos os dias. Cada ano vivido até aqui trouxe novos aprendizados, cicatrizes necessárias e desafios formidáveis que moldam exatamente o que eu sou hoje.

E a jornada continua com a mesma paixão de sempre, sem perder o entusiasmo pelas surpresas do futuro. Porque se a história tiver de ser daquele jeito que imaginei, eu terei a imensa satisfação de dizer que eu avisei que aquilo seria assim, mas tem gente que prefere não me ouvir e pagar para ver. Eu sou daqueles que observam atentamente os detalhes ao redor e aprendem que o fato consumado é mais do que suficiente para entender que tudo na existência tem um sentido maior. E, no fim das contas, a vida segue o seu rumo natural, soberana e inexorável.

Mais um ano que se passa e a certeza inabalável de que o melhor ainda está por vir, impulsionado pela busca constante por independência, por uma criatividade sem amarras e pela convicção profunda de que, no lugar onde estou, eu não vim para fazer a mesma coisa de sempre nem para passar a mão na cabeça do que eu sei que está errado. Seguir em frente de verdade não pode significar seguir na contramão dos nossos valores, e fazer o melhor que se pode fazer não é simplesmente aceitar passivamente o que nos impõem sem questionar as estruturas ao nosso redor.

Os tempos que vivemos hoje não podem, em hipótese alguma, se parecer com aqueles dias cinzentos que ficaram no passado que eu vivi. Eu não quero isso para o meu futuro. Eu quero construir ativamente o agora, arregaçando as mangas para criar o melhor de verdade, palpável e transformador, e não apenas um idealismo imaginário que nunca se realiza. É preciso construir pensando no chão firme que sustenta os seus passos, e também construir pensando naquele chão que muitos tentam a todo custo fazer desaparecer sob os nossos pés.

É exatamente assim que eu sigo a minha jornada e é dessa maneira firme que construo a minha independência, o grande símbolo de tudo o que eu começo a erguer agora, justamente no dia em que eu completo 38 anos de idade. A idade chega com sua bagagem, e eu não posso dizer que sou uma pessoa jovem como antes, mas sinto no fundo da alma que estou vivendo o meu melhor momento, totalmente pronto, maduro e revigorado para enfrentar os próximos desafios que o destino me reservar. É com esse espírito e com essa energia inesgotável que eu começo mais um ano de vida.

O primeiro post do dia no Site Josivandro Avelar. Um tema por semana, com uma pergunta por dia sobre assuntos relacionados a arte, cidade e comunicação. Pergunte o que quiser, eu posso lhe responder.

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