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E o tempo, ele decola…

Uma crônica sobre o tempo. Como em um voo, ele decola e você se envolve completamente nessa viagem.

De repente, se passou a primeira semana do ano. Momento de reorganizar, de se atrapalhar até achando que você ainda está no ano passado, mas o tempo é implacável. Ele decola e você já está acomodado nesse voo, pronto para mais uma viagem. Uma viagem de um ano inteiro que só está começando.

Porque a vida é isso, uma viagem. E como uma viagem, a medida em que você voa mais longe, mais acomodado você vai ficando, de modo que você está completamente envolvido nessa viagem e vai curtindo cada paisagem. Esse roteiro você já conhece. Mas faz um bom tempo que não percorrer em sua plenitude.

E por um bom tempo você não conseguiu fazer essa viagem. Nem lembra mais do roteiro, aos poucos ele já está de pé novamente, mas lembra – ou até se esquece – de que nada mais é do mesmo jeito e precisa se adaptar aos novos tempos. Porque o tempo, ele se molda.

Você já precisou viajar no tempo sem sair de onde você está. Aliás, você já faz isso. O tempo é um voo determinado. Você nem sente decolar. E quando ele decola, você deixa tudo para trás e vive o agora.

O tempo decola. E ninguém perde o bonde da história. Ou o avião que nos conduz a esse voo.


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