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As ideias que quase foram descartadas

Eu tenho um monte de ideias que quase foram descartadas por causa da minha ansiedade. Mas eu insisti em cada uma delas para que elas se tornassem reais.

Quantas ideias boas você já abandonou antes de dar uma chance real para elas? Eu mesmo já descartei várias e tive medo, como até hoje eu tenho, de descartar ideias que eu já coloquei no ar e que por algum motivo eu achava imperfeitas ou longe daquilo que eu considerava ideal. É um modo de minar o perfeccionismo que eu até posso ter agora, mas que não importa no momento em que você apenas precisa entregar resultados.

Tem um pouco da estética do imperfeito nisso também. Outras tantas, por causa do bloqueio criativo que vira e mexe ataca. Mas principalmente, um dos fatores que quase me fizeram descartar ideias foi ela, sempre ela, a ansiedade. As crises que eu tinha foram e continuam sendo desafiadoras para as ideias que eu tenho, para o que precisa sobreviver a elas. Muitas ideias sobreviveram e outras surgiram na esteira de crises de ansiedade que eu tive e superei.

Numa dessas, senão a maior de todas as crises de ansiedade que eu já tive na minha vida, que foi na época do TCC que quase me fez jogar tudo para o alto, foi que eu tive a ideia das séries de cadernos e folhas. São desafios, na verdade, desafios para entender que o resultado é aquele e se as pessoas viram e gostaram, você termina gostando também, se bem que está no ar porque primeiro, eu gostei e entendi que poderiam ser assim, como de fato foram e continuam sendo.

São desafios de cadernos que eu não poderia arrancar nenhuma folha, não para menos o nome é fixo no número de folhas do caderno para que o leitor possa ter certeza de que se a série é de 48 folhas, por exemplo, todas as 48 folhas irão ao ar. Já se passaram 12 anos desses desafios, e até hoje, nenhuma série foi interrompida por causa de uma folha arrancada.

Outras tantas ideias quase foram descartadas. Mas eu insisti. Como eu insisto nas ideias que eu acredito, mesmo que elas pareçam simples e que ninguém dê nada por elas. Mas eu aprendi com o tempo a lidar com a ansiedade, com o bloqueio criativo, e com os momentos em que eu precisava parar. Se eu tiver a maior das ideias que eu puder ter, eu não quero perdê-la para tudo isso.

A maior das ideias quase foi descartada porque eu não sabia como eu poderia entrar aqui. Mas eu insisti, e eu estou aqui. Nenhuma ideia será descartada, porque se alguma coisa não era para ser, é porque pode ser melhor. A gente adapta, a gente constrói e reconstrói. Mas entende que se existe uma ideia, é porque o que era para ser, será, e é como vai aparecer para você, do primeiro dia para sempre.

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