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A minha linguagem própria

Quando você percebeu que estava desenvolvendo uma linguagem própria?
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Quando você percebeu que estava desenvolvendo uma linguagem própria?

Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim

Linguagem não é uma coisa que simplesmente nasce com você, ela se desenvolve. Cabe a nós a desenvolver e ver até onde ela vai. E a minha, ela chegou longe, muito antes de pensar em me formar em qualquer coisa relacionada a comunicação social. O site existe por causa disso. Existe porque a minha linguagem não pode simplesmente se limitar a uma rede social. Existe porque eu quero desenvolver a minha linguagem com mais autonomia e profissionalismo. Existe, porque para mim, precisa existir.

A minha linguagem existe porque eu preciso treinar, porque eu preciso praticar, porque eu preciso transformar essa linguagem em palavras, formas, qualquer coisa que eu possa dizer que seja, simplesmente, comunicação. E eu posso dizer que a minha vida é feita um tanto disso, porque desde as primeiras palavras eu entendi que poderia ser diferente, que eu poderia ser eu mesmo se não seguisse a manada e tivesse uma coisa chamada autonomia. Uma coisa tão simples para mim, sabe?

Desenvolver uma linguagem pode até não parecer simples para muita gente, pode até parecer um mero detalhe, parecer uma besteira, mas para mim é o caminho em que eu me sinto mais confortável e em paz, porque eu posso ser eu mesmo, fazendo o que eu mais gosto de fazer e transformando isso em uma parte fundamental do meu trabalho. Ela é o resultado de desenvolvimento de criatividade nos tempos de infância. Ela é um pouco do impossível e daquilo que você acredita ser inalcançável.

Foi justamente assim que eu descobri que eu não me comunicava da mesma forma que outras crianças, que eu podia fazer as coisas do meu jeito e com a minha cara. Fui transformando desenhos de areia em ideias no papel, que viraram ideias nas telas, que viraram textos, que viraram o blog, que viraram o site. Nada disso veio rápido, precisou de muito tempo para se desenvolver. E bem, cá estamos, como o resultado evolutivo do que começou muito, mas muito pequeno mesmo.

Existe quem considere que ser você mesmo seja uma grande ameaça. E querem que você simplesmente siga a manada, sem questionar, sem criticar, só ser um mero seguidor que não tem poder de voz ativa. E querem te podar para que você não desenvolva essa linguagem que você desenvolveu, sem ajuda de ninguém, que você aprendeu por si mesmo e por assim se entender. Podem até tentar podar, mas uma árvore podada cria galho e floresce de novo. Quantos galhos arrancarem, outros nascem.

E quanto mais galhos nascem, mais eles ficam fortes e resistentes. Olhando para trás, dá para entender porque a semente que eu plantei se transformou na árvore frondosa que é hoje, onde eu posso encontrar sombra, ar puro e a tranqulidade que parecem faltar lá fora. Talvez seja por isso que tudo isso ensine tanto sobre resistência e ser um pouco resistência, de não aceitar o que é óbvio, de não seguir a manada e de desenvolver o seu próprio caminho, linguagem e estilo, que fazem de você o que você é.

E estando aqui todos os dias, me desafio o tempo todo para ser o melhor que eu posso ser e que eu posso oferecer, para que este espaço continue como eu quero que continue, vivo e pulsante. como eu acreditei que fosse um sonho impossível diante das limitações naturais que a gente tem. Mas eu consegui dar o meu jeito e transformar isso aqui em realidade. Afinal, o que mais eu posso buscar diante do mundo que eu encontro lá fora? Um refúgio. E é aqui que vocês me encontram.

Talvez explique porque eu ainda siga apostando nisso tudo aqui, porque eu acredito, porque eu gosto, porque eu quero e porque eu me sinto tão bem de aqui estar, num refúgio de portas abertas para quem quiser ler o que aqui estiver escrito e o que aqui estiver visível. Para o que precisa ser lapidado, vejo a vida acontecer nos rascunhos, das tantas coisas ainda inacabadas que se transformam em uma ideia definitiva. Afinal, a verdadeira essência nunca deixa de brotar como o galho de uma árvore que tentam cortar.

O primeiro post do dia no Site Josivandro Avelar. Um tema por semana, com uma pergunta por dia sobre assuntos relacionados a arte, cidade e comunicação. Pergunte o que quiser, eu posso lhe responder.

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