A gente bem que tenta controlar o tempo, mas ele tem dessas coisas. Esses dez dias de publicações mais cedo foram uma verdadeira aula de controle do tempo, mas no momento certo, eis que voltamos ao ponto de que o último post é entregue de 23 horas e 55 minutos. Tradição que fala, não é? É o que praticamente é a ordem do dia dos meus posts. E tá tudo bem ser assim.
Afinal de contas, a gente não controla o tempo, por mais que passemos os dias estruturando agendas, planejando o futuro e tentando antecipar cada pequeno detalhe da nossa rotina. A gente bem que tenta domar essa força invisível e implacável, criando prazos, metas e expectativas rígidas. Mas basta uma carta do castelo sair do lugar e ele desmorona. A gente arruma, parte do começo.
No entanto, quando inevitavelmente a gente não consegue controlar o curso dos acontecimentos, o mais sábio a se fazer é não implicar, não sofrer à toa e não brigar com os fatos que simplesmente se apresentam diante de nós, aceitando o fluxo natural da vida com mais leveza. Afinal de contas, é o tempo. E o que a gente tem que fazer é administrar.
Como você administra o tempo no seu dia a dia? Como você dá conta de todos os seus compromissos, prazos e reuniões sem enlouquecer? Como você consegue dar conta de tantas coisas ao mesmo tempo praticamente, equilibrando vida pessoal, profissional e projetos paralelos? Eu mesmo nem sei exatamente como é que eu faço isso na prática, só sei que, no fim das contas, eu faço acontecer.
E assim seguimos nossa jornada cotidiana, eternamente tentando acompanhar o ritmo implacável dos ponteiros do relógio, cujos movimentos são tão rápidos quanto imparáveis, pois, afinal de contas, a vida nos prova a cada segundo que o tempo simplesmente não para. A gente busca, a gente se move, a gente dá conta de muitas coisas ao mesmo tempo.
Deixando o tempo fluir, a gente entende a importância do nosso tempo, procurando adaptar ao tempo da natureza. Enquanto ele prossegue no seu próprio compasso constante, cabe a nós a difícil tarefa de nos reinventar e procurar nos adaptar à sua velocidade, equilibrando urgências, sonhos e a constante sensação de que os dias passam num piscar de olhos.
O tempo ao mesmo tempo que pode ser amigável, pode ser implacável. Diria até indomável. Quem consegue domar essa fera invisível? Quem consegue dar conta de tantas coisas ao mesmo tempo? Será que os dias tem as mesmas vinte e quatro horas para todo mundo? São tantas perguntas para a gente entender o tempo que nem tem tempo para respondê-las.
No fim das contas, a gente entende que o tempo precisa de tempo para dar tempo ao tempo. O que a gente faz com o nosso tempo nem sempre tem uma explicação puramente lógica ou segue uma metodologia rígida de produtividade. Simplesmente acontece, no fluxo da rotina e das urgências. E a gente acaba entendendo, de alguma forma intuitiva, como navegar por esse caos organizado. Afinal, viver é uma arte que se aprende fazendo.










