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A cidade como autora da minha trajetória

Se a cidade também fosse autora da sua trajetória, o que ela teria escrito até aqui?
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Se a cidade também fosse autora da sua trajetória, o que ela teria escrito até aqui?

Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim

Se a cidade fosse autora de minha trajetória, ela diria que eu estaria olhando para onde ninguém nunca antes olhou, procurando os detalhes mais ocultos e esquecidos das esquinas, caminhando na contramão do fluxo comum da multidão que corre sem destino e se perguntando o porquê de tudo ao meu redor, buscando incessantemente compreender as engrenagens invisíveis que movem a vida urbana e dão sentido aos nossos passos cotidianos. Diria que eu olho de maneira cirúrgica o lugar de onde eu vim.

E ela diria, com a firmeza de quem conhece profundamente os próprios passos e confia na solidez do seu caminho, que a minha real preocupação não é com esse olhar alheio ou com os julgamentos superficiais que os outros possam fazer. Pelo contrário, o que verdadeiramente importa para mim é para onde eu vim, carregando com orgulho inabalável todas as minhas raízes, ensinamentos e memórias que me construíram, e para onde eu realmente quero ir, traçando com coragem e autonomia um destino singular que pertence exclusivamente a mim.

Eu iria consideravelmente mais além nesta análise profunda e urgente, porque é absolutamente necessário avançar muito mais além diante da superficialidade alarmante dos tempos atuais, onde a aparência e o efêmero muitas vezes substituem a essência e o valor real das coisas. Vivenciamos uma era marcada pela pressa e pelo consumo rápido de informações, o que nos obriga a resgatar o pensamento crítico para não sermos tragados por essa onda de banalidade que empobrece o debate público e a nossa própria humanidade.

A cidade diria que alguns que se dizem constantemente preocupados e vocalizam suas inquietações nas redes sociais quase nunca se importam de verdade quando a situação exige ação real, sacrifício ou compromisso duradouro; enquanto os verdadeiramente preocupados com as causas profundas parecem silenciosos demais para o gosto moderno, imersos na profundidade de suas reflexões críticas e na execução de seus trabalhos discretos, porém infinitamente mais transformadores. É no silêncio que a vida realmente se desenha.

Diria que muita gente está preocupada apenas com o que é visível e chamativo na superfície, buscando validação imediata em aparências passageiras e resultados superficiais que atraem a atenção momentânea, enquanto poucos realmente se preocupam com o que não se vê, negligenciando as estruturas fundamentais, os alicerces profundos e as raízes invisíveis dos problemas que moldam silenciosamente a nossa realidade cotidiana e determinam o nosso futuro a longo prazo. Essa disparidade entre a aparência e a essência continua sendo um dos maiores dilemas da nossa vida moderna.

E finalmente, diria que represento todas as suas cores e formas mais profundas, carregando na alma a essência vibrante que define a sua verdadeira identidade. Diria também que um pouco dela mesma está intrinsecamente presente na minha criação, moldando o meu caráter e a minha visão de mundo com a sua inspiração inesgotável, e que faria um esforço máximo e incansável para devolver de certa forma, através das minhas ações e do meu afeto, um pouco do muito que ela generosamente me deu ao longo da vida.

São tantas coisas que eu diria a ela se a cidade também fosse considerada uma autora legítima e consciente da minha trajetória pessoal e artística, pois, de uma maneira muito profunda e inegável, ela realmente é. Porque não é algo sobre o que ela diria, mas sobre como ela diria sendo de fato autora da minha trajetória. As ruas, as esquinas, os ruídos e o cotidiano urbano exercem um papel fundamental, quase vital, para a minha formação humana e para a construção sólida da minha base criativa, moldando diariamente o meu olhar sobre o mundo e inspirando cada passo da minha expressão artística.

A cidade me entende porque eu entendo a cidade, por mais que muitos que falem por ela na realidade não a entendam na sua profundidade, limitando-se apenas à superfície de suas avenidas e estatísticas. Mas quem sabe um dia ela não é ouvida de verdade em seus anseios mais genuínos, para além do barulho do trânsito e da pressa cotidiana? Eu estou falando, ecoando suas dores e suas belezas esquecidas nas esquinas. Mas pouca gente escuta de verdade o que as calçadas e os becos têm a dizer. Não diria ninguém, felizmente. Sempre há quem pare para ler e ouvir, prestando atenção nos detalhes sutis que muitos ignoram em sua caminhada diária.

Ela com certeza estaria imensamente orgulhosa de mim e de cada passo que tenho dado nessa jornada de descoberta. E tenho certeza absoluta de que ela saberia compreender perfeitamente a essência da minha visão: não existe no mundo uma cidade sequer que não repare com atenção em cada centímetro do seu próprio território, seja nos grandes monumentos ou nos becos mais esquecidos. Porque é justamente nesses cantos mais improváveis, onde menos se espera encontrar qualquer sinal de beleza, que a verdadeira alma se revela e se enxerga a mais pura forma de arte urbana.

O primeiro post do dia no Site Josivandro Avelar. Um tema por semana, com uma pergunta por dia sobre assuntos relacionados a arte, cidade e comunicação. Pergunte o que quiser, eu posso lhe responder.

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