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A arte silenciosa de deixar a vida virar história

A história está por aí, é só prestar atenção. Ela não faz barulho, ela não faz alarde, simplesmente acontece. E faz parte da nossa vida.

Histórias são feitas das coisas que a gente vive, histórias são feitas das nossas experiências. E cada momento compartilhado molda quem somos. A história é um organismo vivo que cresce a cada lembrança. Melhor ainda, é quando a gente deixa acontecer, sem precisar forçar a barra, afinal de contas, a história que a gente guarda é a história que a gente deixa acontecer. E assim a nossa jornada se eterniza no tempo e nos faz entender a graça de aqui estar.

Não é a gente que escolhe o que vai virar história, mesmo que a gente ache que ainda tem esse poder. A história orgânica é aquela que a gente guarda no fundo do peito para sempre. É a história que simplesmente acontece porque tem de acontecer, da melhor maneira, do jeito que a gente quer que seja. E ela continua a ecoar mesmo muito tempo depois. Como eu queria que acontecesse, como eu faço o possível para acontecer.

Mas o tempo tem seu próprio ritmo e suas próprias leis que nem sempre conseguimos controlar. Ideias que nascem de um único parágrafo e desorganizadas, quando arrumadas, se transformam naquilo que a gente consegue compreender e chamar de história. A história acontece de maneira espontânea, afinal, quando algo tem intenção de ser história, o que seria história?

História é orgânica, história é espontânea. Ela flui sem pedir permissão. E se acomoda onde houver espaço. Ela nos escolhe tanto quanto nós a escolhemos. E continua a ser escrita todos os dias, ao seu redor, em cada esquina e em cada detalhe que você observa. Basta prestar atenção para ouvi-la sussurrar. A história está falando, será que estamos ouvindo?

Tem coisas que você nem imagina que estejam acontecendo exatamente agora, neste mesmo instante. Muitas vezes você passa por elas com pressa, olha ao redor e nem percebe a grandiosidade oculta naquilo que parece comum, mas é justamente nesses instantes sutis que a história é construída, tijolo por tijolo, silenciosamente todos os dias.

Afinal de contas, a história de verdade, quando acontece, nem sempre faz alarde ou estardalhaço, para não dizer que quase nunca faz barulho. Ela não precisa de plateia: ela nos aguarda na calmaria, enquanto continua acontecendo a cada escolha e a cada gesto singelo. Ela é o motor invisível por trás de todas as coisas que a gente faz, o alicerce de tudo o que queremos proteger e eternizar.

Trata-se daquele detalhe precioso que a gente guarda com carinho na memória, mas que muitas vezes é pouco valorizado pela correria do mundo lá fora. Por isso, esteja presente e viva intensamente cada segundo, porque é exatamente nesses breves intervalos do cotidiano que a mágica da vida acontece de verdade, revelando o extraordinário e transformando o simples presente em uma jornada memorável.

A história é assim, quieta, sutil e constante em sua caminhada diária. E é por isso que a gente deve prestar mais atenção no mundo ao nosso redor: é a história acontecendo muitas vezes sem que a gente se dê conta, por não estarmos prestando atenção, mas ela está acontecendo, no que importa demais valorizar cada passo dado e cada olhar trocado. Quem sabe não é a história da sua vida que está acontecendo agora? Pare para observar e deixe-se envolver por ela.

A história pode ser uma narrativa que nasce em qualquer lugar: na nossa casa, na rua, na cidade, e ganha vida própria no papel ou na tela do computador. Ou no celular, onde as memórias que a gente guarda vão além da escrita, podem ser registradas ao vivo, capturando momentos fugazes que a vida insiste em levar embora. É dessa maneira que a história é registrada e acontece à vista de todos.

E assim seguimos escrevendo nosso próprio caminho. Cada palavra escolhida revela um pouco sobre quem somos e para onde queremos ir. Afinal, a jornada é feita de escolhas que moldam o nosso próprio destino. E que essa trilha seja guiada pela nossa verdadeira essência, sobre aquilo que nós somos e aquilo que queremos ser. E é assim que a gente escreve, é assim que a genre registra, é assim que a vida flui. Como tem de ser, como precisa ser.

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