Sabe os destaques da semana na Luneta que entram no ar todos os dias? Eles são programados para as 23:55. Cinco para a meia-noite. Mas se tem uma coisa que você não sabe, é que muitos desses destaques entram no ar depois da meia-noite. Mas tá, porque isso acontece e porque tem sido tão comum que isso aconteça? A resposta está no tempo.
O trabalho precisa perfazer quatro posts de um dia: a pergunta do dia, a arte digital, um post aleatório (ou o “Bora desenhar?”) e, finalmente, o destaque da semana na Luneta. Esse que é o mais delicado justamente por isso: é o principal post do dia, como esta crônica de domingo. Lógico que não faz sentido que uma crônica como esta entre no ar numa segunda-feira. Muitos dos posts são produzidos praticamente em cima do laço.
A rotina corrida exige esse improviso, se é que eu posso chamar assim. Assim, os destaques da semana na Luneta entregam o padrão das 23:55. É o eterno desafio de equilibrar a pauta com os ponteiros do relógio. Como isso muitas vezes não dá certo e algumas pautas ultrapassam a meia-noite, eu coloco no horário das 23:55, que se tornou praticamente a hora padrão dos destaques da semana na Luneta, mesmo que os posts não entrem no ar nesse horário.
O relógio não para. No entanto, continuo caminhando, ajustando o passo aos imprevistos do percurso e aos acontecimentos que teimam em surgir de surpresa. Certas pessoas demandam além da minha capacidade, contudo compreendi como impor barreiras benéficas para conservar minha vitalidade. E não há problema nisso.
No fim das contas, o essencial é continuar em movimento. Acompanhar a correnteza da existência com firmeza é essencial para descobrir uma rota viável entre a calmaria e a turbulência. Sei que nada pode ser mais caótico que a rotina que eu sigo, mas eu procuro equilibrar, sabendo que muitas vezes vai passar do horário que eu estabeleci.
Mas é aquilo, há muitas coisas a se fazer, há uma pauta que precisa ser respeitada e o tempo nunca é suficiente para tudo. Por isso, sigo tentando encontrar o ritmo ideal entre as demandas diárias e a vontade de produzir com mais calma. Afinal, o importante é manter a agenda em pé, mesmo que no limite da emoção das cinco para a meia-noite.
O limite da emoção que eu conto nesta crônica de domingo não aconteceu com este post, que entrou no ar de 23:45 do domingo, pelo menos no domingo eu acerto na maioria das vezes. E o trabalho não termina no último post do dia. Ainda tem algumas coisas para fazer para entregar a ordem do dia de forma completa, mesmo que varando a madrugada.
Eu prometo que isso vai diminuir e os posts que carregam os destaques da semana na Luneta vão entrar no ar o mais cedo possível. Não posso exatamente dizer quando, porque isso depende de muitas coisas. Principalmente de sanidade mental. E no fim das contas, a gente sempre dá um jeito de fazer tudo dar certo. Assim a gente segue em frente da melhor maneira.










