O que você aprende criando sem a obrigação de acertar?
Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim
Criar é uma coisa que não tem script, briefing, roteiro ou qualquer coisa que nos faça ensinar ou planejar como é que deve ser. O que você aprende quando sente que não precisa ter essa obrigação de acertar? O que você aprende criando o que você mais gosta? É sobre arte sem briefing, sobre uma arte que não precisa de roteiro para ela ser o que é. Uma arte espontânea, que define um monte de coisas, da vontade que a gente tem de fazer acontecer. É essa a arte que eu levo para cá todos os dias. Sem a necessidade de ser perfeita. Sem a necessidade de acertar se é que eu sinto que eu realmente acertei.
Os próprios cadernos que eu desenho são um reflexo disso. Quando eu lancei o desafio do caderno de #48folhas, lá em 2013, eu lancei com uma missão: eu deveria pegar um caderno e desenhar o que eu quisesse, da maneira que eu pudesse, do jeito que eu sabia, sem arrancar nenhuma das folhas. Porque eu tinha que aceitar que aquilo que eu fiz estava feito, e se eu não soubesse como corrigir, que ficasse como estava, afinal de contas, foi do jeito que eu fiz e assim teve que ser. Os anos se passaram, e lá se foram vários cadernos e folhas que eu fiz com esse mesmo objetivo, sem arrancar nenhuma folha, sem ter jogado nenhuma delas fora.
E eu fiz isso por causa das crises de ansiedade que eu passei a tratar naquela época, quando eu estava saindo da faculdade, mas eu já tinha essas crises desde que eu me entendia por gente e não sabia como me livrar delas. Eu entendia que me ocupando, eu conseguiria realizar os meus objetivos, não importa quais eles possam ser. E eu fui conseguindo pouco a pouco, passo a passo, forma a forma. Sei que muitas coisas não se realizam de uma hora para outra. Mas eu sei, ao mesmo tempo, que eu posso realizar objetivos ainda maiores para mim. É só entender que essa é a sua vontade e ela precisa ser valorizada.
Eu sigo nessa batalha na certeza de que, em algum momento e de alguma maneira, eu vou vencer. Porque o que está escrito, escrito está, e o que está feito, feito está. O meu objetivo precisa ser nos próximos passos. O que aprendo criando sem essa obrigação de acertar é justamente isso: que você pode fazer o que você quiser sem medo de errar, sem aquela preocupação que você muitas vezes tem e não sabe por qual razão, sabe? Aprendi muita coisa criando sem acertar, principalmente em aceitar que as coisas podem ser assim. Simples e objetivas, sem muitas complicações. As quais eu nem sei porque eu as arrumo.
Com essa certeza de que a criação é algo que não precisa necessariamente de roteiro, mas valorizando a importância do planejamento quando ele é realmente necessário, é que eu sigo nessa batalha incessante de todos os dias, que pode ter alguns reveses, mas sempre vai ter alguns avanços, e cada avanço conquistado deve ser valorizado. É o que eu aprendo, é o que eu seguirei fazendo, é o que eu vou fazer. O que importa é o resultado, que você pode ter sonhado, que você pode ter planejado ou não, ou que veio na medida do que é o sonho que você teve. Se tudo saiu bem, tá tudo bem. E assim a gente segue nessa caminhada.
#SetePerguntas
O primeiro post do dia no Site Josivandro Avelar. Um tema por semana, com uma pergunta por dia sobre assuntos relacionados a arte, cidade e comunicação. Pergunte o que quiser, eu posso lhe responder.











