Já olhou ao seu redor e viu como as coisas são encantadoras do lado de fora? Naqueles pequenos detalhes que ninguém vê, mas são um pouco de arte, ou até onde você consegue enxergar a arte? O cotidiano esconde muita coisa na forma de correria. Muita coisa na base daquilo que a gente poderia parar para ver, mas está com pressa.
Eu sou uma pessoa muito reparadora. Vejo muitas coisas que quase ninguém presta atenção, vejo memória onde ninguém consegue enxergar. Vejo o cotidiano como arte, como expressão daquilo que nós somos. Das coisas que passam despercebido aos nossos olhos, mas estão ali, sempre à nossa vista, chamando nossa atenção mesmo sem que a gente note de verdade.
Mas a gente nota. A gente percebe. São pequenas cenas urbanas que merecem ser observadas com o mesmo encanto das grandes exposições, do artista que existe em cada um de nós, e do artista que se revela quando ninguém consegue enxergar como tal. Mas eu sou observador. E em tudo eu enxergo arte.
Enxergar arte em tudo é enxergar o mundo com um novo olhar. É sentir que a rua pode e deve ser um espaço vivo e uma galeria viva das coisas que a gente quer mostrar, mas muitas vezes passa despercebido aos nossos olhares. Não se prenda ao básico, veja a rua com outros olhos, qualquer rua. Você vai entender o que eu estou dizendo.
A pressa muitas vezes esconde cenas urbanas e coisas que estão à nossa vista, mas que se a gente prestar atenção de verdade, mais profundamente, transformam essas cenas em cotidiano. Da próxima vez que você for dar uma volta na rua, dê uma volta sem pressa, sem compromisso, e olhe para o cenário ao seu redor, e você vai enxergar o cotidiano como arte.











