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Criar sem propósito transforma o processo

O que muda quando você cria sem saber para quê?
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O que muda quando você cria sem saber para quê?

Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim

A gente cria, e nem sabe por quê e para quê. É do nosso instinto, é da nossa vontade. Afinal de contas, o que eu falo sobre uma mente criativa e inquieta é exatamente sobre isso: a gente quer uma solução para tudo, mesmo que para isso, a gente invente qualquer coisa, muitas vezes sem saber por qual razão a gente realmente está criando. É da nossa natureza, é do processo natural das coisas. Fiquei até com um certo receio, como eu sempre fico toda vez que eu tenho uma ideia e quero colocar em prática, o que vai de um texto até uma criação mais complexa. Afinal de contas, estamos sempre inventando alguma coisa, mas sem saber aonde essa coisa vai nos levar, não é?

Mas sabe de uma coisa? A gente vai e vai sem medo. E é isso que muda quando eu crio alguma coisa sem saber para quê a gente está criando. A gente não deve satisfações, a gente confia no processo e no instinto que a gente tem de criar, de fazer acontecer. Não tem que ter medo, tem que esquecer os receios. Eu mesmo tenho os meus, é verdade, somos seres humanos e quem não tem, não é? Mas eu preciso deixá-los de lado para dar o meu melhor e transformar as minhas ideias em algo que é viável e possível. Naquilo que eu acredito e que eu sempre vou transformar em realidade. Dentro do que eu posso e do que eu consigo.

Outra coisa que muda quando a gente cria sem um objetivo definido é que a gente sente que criar não precisa ser uma obrigação: a gente se diverte. E nem sente que conseguiu cumprir a tarefa que precisava cumprir. E você se pergunta: isso era uma tarefa? Talvez você nem saiba que aquilo era uma tarefa, nem que aquilo envolve tarefas. Sinta que o que você faz não é uma tarefa, é uma etapa, é algo que faz parte do processo e do caminho que a gente escolhe seguir quando cria. Criar não pode ser um peso. Criar é consequência daquilo que a gente idealizou e quer tornar realidade. E está tornando realidade de fato. É quando você sente que enfrentou todos os meios e receios, e está conseguindo.

Mas é, você conseguiu. Não é como, é se. Não é do jeito que é, é do seu jeito. É sentir que não existe uma obrigação, que não existe um plano, que não tem aquele peso que você carrega e que você não precisa sentir. Criar não deve ter peso nenhum. Não deveria sequer ser um peso, e de fato não é! Muita gente acredita nisso e esse é o momento de desmistificar essa ideia de que criar seja um peso. É a realização de um objetivo que até então estava somente no campo das ideias. A gente só descobre que carregou esse “peso”, que na verdade nem um peso é, quando chega na nossa meta. Quando vê a nossa criação se tornar uma realidade.

A gente acredita que pode ir cada vez mais além. E só pode provar isso de uma única forma: criando, tirando as ideias da nossa cabeça e do abstrato e transformando em ideias de verdade, em coisas de verdade, num projeto de verdade e numa realidade de verdade. A verdade é sobre a marca que a gente quer deixar no mundo. E que a gente precisa lutar para tornar essa marca real e consolidada. Essa é a minha luta, esse é o meu propósito e é por esse propósito que eu luto, que eu crio, que eu quero tornar os meus sonhos reais. É sobre isso, a gente simplesmente cria, e criar sem propósito transforma o processo.

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