Hoje é 1º de fevereiro, e sabe que dia é hoje? Dia do Publicitário. Sim, dia da carreira pela qual eu sou formado, mas será que eu me sinto realmente um publicitário pela minha formação acadêmica? Sim e não e sei lá o quê. A gente se pega refletindo sobre as escolhas que faz e que ficam para toda a vida, e pensa: poderia ser assim ou poderia ser melhor? Se tudo tivesse dado certo e eu realmente me firmasse na minha primeira opção?
A minha primeira opção nem era escrever essa crônica. Eu tinha até escrito outra e deixado tudo pronto para postar, mas aí eu lembrei: eu não publiquei nada sobre o Dia do Publicitário nas minhas redes sociais. Pensei: eu tenho um cronograma e não tinha um espaço para isso. Ou seja, não era exatamente uma prioridade para mim, e não, não era só, talvez, pela falta de espaço na agenda do dia.
Então eu guardei a crônica que eu queria ter postado hoje e resolvi escrever essa crônica no Dia do Publicitário com essa reflexão ora pensativa, ora confusa, ora bem atrapalhada muitas vezes, mas vocês vão me entender conforme forem lendo. Tudo isso para me lembrar justamente disso: se eu me sinto aquilo que eu realmente me formei ou se eu sinto que deveria ter investido na minha primeira opção. Se eu realmente me encontrei nesse meio.
E talvez eu tenha um monte de motivos para tentar ainda me encontrar nesse meio, justamente porque fiz vários trabalhos, todos eles em freelance, mas nunca efetivamente me inseri no mercado. Se alguma coisa foi mais beneficiada do que qualquer outra nesses anos depois que eu me formei, foi o conceito do site. Que não necessariamente são bem publicitárias. E você deve ter percebido isso ao longo do tempo.
Muito do que eu fiz aqui, fiz mais pensando não só na carreira que eu me formei, mas na carreira que eu naturalmente teria. E até mesmo em coisas que eu descobri que sabia fazer sem nem mesmo imaginar, como colocar este site no ar sem ajuda de ninguém que conhecesse linhas de código e TI. Mas a minha natureza? Ela é curiosa. Nada vai mudar isso. Nada vai mudar a minha natureza de investigar, de pesquisar, de falar o que eu quero falar.
E essa natureza curiosa que eu não quero jamais mudar, e não mudou nessa carreira que eu me formei, talvez explique a longevidade do meu projeto, já tem quase 18 anos e surgiu quando eu ainda era um estudante de ensino médio. E aqui estão histórias dessa época. Histórias que hoje são exatamente isso: história, porque o que a gente aprende são coisas que para se transformarem em história, necessariamente envelheceram.
Confesso que muitas vezes, fui mais jornalista do que publicitário, mesmo eu nunca tendo me formado nessa carreira, muito receoso se eu me consideraria assim por causa da formação acadêmica ser outra, e muito pensativo se eu levaria essa ideia, que está inclusive registrada como sonho do meu primeiro post deste site, adiante, afinal de contas eu tenho 37 anos e talvez eu possa tentar levar esse plano adiante.
As portas que eu acreditei que estariam abertas na publicidade nunca estiveram tão abertas, e talvez eu imagine que o motivo esteja além de um simples conceito de mercado. Talvez eu queira mais, e eu sei, essa não era a minha primeira opção. Ela era jornalismo, é verdade. Ela continua sendo mesmo eu tendo me formado em publicidade, mas eu não me arrependo do passo que eu dei, muito pelo contrário.
Aprendi muito com a formação acadêmica em Publicidade e criei uma bagagem que vai me servir bastante, como já está me servindo. E isso é uma coisa que eu guardo para sempre, para além da própria experiência acadêmica e das amizades que eu levei da época da faculdade, e olha que já faz mais de uma década que eu me formei. Mas profissionalmente, ainda estou me encontrando nesse meio, se é que eu acho que eu me perdi.
Mas é aquilo: mesmo sendo filho de uma vendedora, eu não aprendi a vender, e essa é uma coisa que eu não sei – e eu não tenho vergonha de falar isso. Se nem a minha mãe me ensinou, não seria a faculdade que faria isso. É do meu instinto e da minha natureza. De tudo isso, eu só diria uma coisa, diante de toda essa reflexão: a minha primeira opção sempre foi comunicar.










