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#31conversas de 2026 – 005: Foco não é dizer sim ao que importa, é aprender a dizer não ao resto

Quanta coisa não surge em um dia que você não pode fazer em um ano inteiro? Aprender a dizer não para tudo é um dos aprendizados que a gente leva.
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Primeira segunda-feira do ano de 2026. O ano começa a puxar você de todos os lados, sem dar um respiro. Ideias, convites, promessas, demandas, um monte de coisas que aparecem todas de uma vez logo hoje, tendo o restante do ano para resolver tudo. Calma, nada é urgente por agora! Estamos no quinto dia do ano ainda e amanhã é que a gente desmonta os enfeites de Natal – se bem que o site voltou a ser azul já no dia primeiro mesmo.

E como surge toda essa sensação de que muita coisa acontece ao mesmo tempo logo no primeiro dia útil – de fato – do ano? Ok, passamos pelo primeiro dia útil, mas era aquela sexta-feira morgada onde poucos recomeçaram de fato e muitos esticaram o descanso das festas de fim de ano. Para essas pessoas, o ano começou hoje. Todo dia o ano começa para alguém, para alguns nem sequer começou, para outros é amanhã.

Essa conversa que eu tenho com você nesse quinto dia do ano é um corte seco no excesso. Falar de foco é falar de limites. Do que entra na agenda, no pensamento, na energia. Cada “sim” mal dado vira um “não” silencioso pra aquilo que realmente importa. E tudo o que você não quer é se desgastar em poucos dias do ano, não é? Eu sei, você está empolgado, eu também, mas eu tenho consciência dos meus limites e sei quando dizer “sim” e dizer “não”.

Tudo isso parte dessa mesma premissa de começar tudo de uma vez, tudo aquilo que você parou, tudo aquilo que você nunca mais fez e quer fazer de novo, mas vamos com calma na alma? Vamos entender que não é porque o ano começou que a gente precisa abraçar o mundo de uma vez? Que a gente tem os nossos limites e eles precisam ser respeitados? É entender esses limites e saber até onde a gente pode ir. E como ir.

A gente tá empolgado com o ano que começa, é verdade, mas a gente precisa segurar a vontade, entender o que precisa ser feito, se entender nesse ano que começa. É escolher menos para fazer melhor, é entender que o ano flui quando você entende que dispersão não é abertura, é perda de direção, e tudo o que você não quer é começar o ano sobrecarregado e desgovernado. Logo você, que se organizou tanto para esse ano que tá começando…

Resumindo em linhas básicas, se é que isso é possível, mas parece ser uma premissa de todo ano que começa: todo ano deveria ter a certeza de uma coisa: a de não querer abraçar o mundo de uma vez. E de que não se pode. Quanta coisa não surge em um dia que você não pode fazer em um ano inteiro? Aprender a dizer não para tudo é um dos aprendizados que a gente leva.

Clareza não surge do acúmulo. Surge da escolha, e uma das coisas que a gente precisa fazer para começar o ano é justamente isso: pensar nas escolhas que a gente faz, e saber fazer essas escolhas da melhor maneira. A gente tem o ano todo para construir o nosso legado e os nossos objetivos, e é assim que a gente leva a vida: entendendo o nosso limite e construindo um ano novo o ano todo.

Todo mês de janeiro tem #31conversas sobre a vida, o começo do ano, planos, muita coisa. Uma conversa por dia durante todos os 31 dias do primeiro mês de cada ano, sem tema, sem nada: não precisa partir de uma pergunta, uma boa conversa já é o suficiente.

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