O ano novo passa, os dias começam a passar, e enfim, o choque de realidade – tão rápido assim? Sim. Não dá pra viver o ano novo com as mesmas amarras do ano passado. Aliás, tudo o que a gente precisa se livrar são dessas amarras do passado que nos limitam. Eu sempre digo isso. Quantas vezes forem necessárias. Porque o futuro é promissor demais para se basear no que não nos serve mais.
A revolução criativa que acaba de começar é sobre isso: novas ideias, novos métodos, amplas possibilidades de trabalho, e mais do que isso: a possibilidade de reinventar e fazer coisas que até então você ainda não tinha a possibilidade de fazer, nem muito menos recursos. É redescobrir, de uma certa maneira, o que era necessário de ser feito. E que o ciclo que você deixou para trás não deixava.
É sobre soltar. Sobre deixar ir. E foi tanta coisa que eu deixei ir nesse ano de 2025… Deixei vários pesos para trás e até mesmo uma crise de insônia que me afligia. Talvez fosse sobre as coisas que eu precisasse desapegar naquele momento e eu consegui. Posso dizer que vem daquela inquietude que aos poucos vai se acalmando conforme o novo é um projeto concreto.
Planejar o futuro sem rever o que te prende é só mudar o cenário mantendo o mesmo peso nas costas, e se perguntando porque aquilo não muda. Se você tira esse peso, tira essas amarras, que muitas vezes você se acostumou e ao mesmo tempo nem sente por estar acostumado, você percebe como a vida flui em um novo ritmo, mais leve.
E é justamente sobre como eu estou começando esse novo ano, ainda me livrando de muita coisa para começar de verdade em um novo ritmo. Sei que não deu tempo de me livrar de um monte de coisas do ano passado. Tudo vai fluindo devagar. Tudo vai sendo como eu acredito. E eu vou me acostumar a esse novo momento como eu já me acostumei nesse ano que passou.
O ano para mim começou muito rápido, e eu deixei para trás tanta coisa que eu acreditava que tão cedo eu não conseguiria. Me livrei de um monte de coisas que amarelaram com o tempo e agora não me servem mais. Agora é uma nova fase, um novo momento, a esperança que a gente tem de conquistar coisas novas, e voar mais alto. É tudo o que a gente mais quer nesse ano que começa, e a gente tem consciência dos nossos passos.
Começamos o ano assim. Desamarrados. Leves. Prontos para um novo capítulo, começar tudo de novo de um jeito novo. O que eu deixei no ano passado, ficou no ano passado. E trago a oportunidade de sonhar com coisas maiores para esse ano que está começando. Experiências, métodos, novidades, a construção de um futuro que não pode mais esperar e não pode mais ficar no campo das ideias.
E a leveza que a gente tanto busca exige isso: coragem para largar o que não nos serve mais. Pouca gente teria essa coragem de desapegar, de deixar ir, de renovar de verdade. Porque é isso que esse momento exige de nós. Renovar é um ato de coragem, renovar é um ato de resistência. Ano Novo pede leveza. E leveza exige coragem para largar.
#31conversas
Todo mês de janeiro tem #31conversas sobre a vida, o começo do ano, planos, muita coisa. Uma conversa por dia durante todos os 31 dias do primeiro mês de cada ano, sem tema, sem nada: não precisa partir de uma pergunta, uma boa conversa já é o suficiente.











