Como você lida com ideias que ainda não sabe explicar?
Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim
O dia todo, a gente lida com ideias. Ideias que aparecem o tempo todo, e talvez seja como um mar cheio de peixes onde a gente precisa pegar a melhor de todas elas, e não deixar escapar, afinal de contas, por mais que cada cabeça seja uma sentença, milhões de cabeças são um oceano por onde ideias passam de maneira inconsciente, como se estivessem viajando pelo ar. E talvez seja por isso que, muitas vezes, não sabe explicar como é que as grandes ideias acontecem, elas simplesmente acontecem. Quando as ideias acontecem, a gente lida com o óbvio: trabalhar para que elas continuem sendo únicas e cada vez mais aperfeiçoadas.
A ideia, muitas vezes, chega antes da linguagem. Ela aparece como sensação, como imagem, como uma coisa que você quase consegue segurar, mas ainda não tem nome. E é aqui que está o primeiro desafio: a tentação de só registrar o que já está pronto. O que já cabe numa frase, num post, numa legenda. Muitas vezes, tem ideias que parecem completas, mas foram feitas em pedaços. Como os retalhos que a gente junta em vários momentos e se tornam uma ideia das mais completas. Como vários fragmentos que se tornam uma ideia no geral. Mas as ideias mais interessantes são exatamente as que ainda não cabem em lugar nenhum.
Lidar com as ideias que a gente tem e que a gente não quer deixar escapar exige uma espécie de paciência ativa. Não é esperar passivamente que a ideia amadureça sozinha. É continuar orbitando ao redor dela. Anotar fragmentos mesmo sem entender o todo. Fazer um rascunho ruim só para ver o que aparece. Observar quando ela reaparece em outros contextos, em outras formas. Porque uma ideia que você ainda não sabe explicar não é uma ideia incompleta. Muito longe disso. Ela é uma ideia que ainda não encontrou a forma certa de existir. Talvez por isso ela seja tão completa, e ao mesmo tempo, tão complexa.
E é justamente aí que entra o que eu queria dizer sobre aperfeiçoar uma ideia e torná-la única e facilmente reconhecível como sua. Não é simplesmente domesticar a ideia, transformá-la em algo genérico e explicável. Se eu faço isso, ela se torna uma ideia comum, uma ideia qualquer, e não é isso que eu quero. Eu vou até as últimas consequências para tornar essa minha ideia uma ideia única. É lapidar essa ideia até que ela se torne tão específica, tão sua, que ninguém mais poderia ter chegado até ela pelo mesmo caminho. A unicidade não vem de proteger a ideia do mundo. Vem de mergulhar tão fundo nela que ela vira território seu.
Quando a gente agarra a melhor das ideias que a gente pode ter, tudo o que a gente não pode fazer é soltar. É agarrar até as últimas consequências e transformar aquela ideia na melhor ideia da nossa vida. É transformar aquela ideia incrível em algo que vai revolucionar o mundo. Não é para ter medo de dizer isso, você não está aqui neste planeta à passeio, você veio para fazer a diferença para o mundo, para a cidade, para as pessoas, você não é só mais um, você é a pessoa com mais potencial em quem eu posso acreditar. Sim, você mesmo, que está lendo este texto! Ideias são coisas que não se explicam. Ideias simplesmente acontecem. A ideia que chega do nada só continua única se você for o único capaz de levá-la até o fim.
#SetePerguntas
O primeiro post do dia no Site Josivandro Avelar. Um tema por semana, com uma pergunta por dia sobre assuntos relacionados a arte, cidade e comunicação. Pergunte o que quiser, eu posso lhe responder.













