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Transformando a cidade com comunicação visual

Se pudesse redesenhar um único ponto da cidade usando comunicação visual, qual seria — e por quê?
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Se pudesse redesenhar um único ponto da cidade usando comunicação visual, qual seria — e por quê?

Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim

Anteriormente, eu falei sobre memórias que muitas vezes só a gente enxerga, embora eu nem tenha falado assim nesse sentido, mas se eu não disse, eu estou falando agora. Mas eu quero trabalhar comunicação visual e quero trabalhar para mudar ou redesenhar lugares através do visual, dos muros, dos prédios, do lugar onde eu nasci, do lugar onde eu cresci. E eu me acostumei a ver o mundo mudar ao meu redor ao longo desses 37 anos de idade, e contando, porque eu acredito que eu ainda não vi tudo, e eu ainda vou ver muita coisa. E se tiver oportunidade, de participar dessa “muita coisa que eu disse que eu não vi. Afinal, ainda estou em idade produtiva, eu envelheci, não sou mais aquele menino fascinado com a torre metálica ou com o prédio vizinho.

O lugar onde eu moro é uma parte menos conhecida de uma capital hoje badalada. É o lugar que eu moro há 37 anos e que eu queria que estivesse mais integrado, sem a sensação de que as pessoas estão abandonando. Mas aos poucos, a mudança aparece, mesmo tímida, porque não estamos alheios ao crescimento. Não importa qual seja a intensidade desse crescimento, ele vai acontecer, não tem jeito. Até a feira do bairro está ficando diferente, só que tá demorando tanto que foi o suficiente para ter contador na minicoluna todas as semanas. Um pedaço desse microcosmo pessoense, que pouca gente conhece – e se você não conhece, inscreva-se desde já neste site, vai conhecer muita coisa.

Um tempo desses, passava pela 2 de Fevereiro, principal avenida do bairro do Rangel, e vi vários postes pintados com flores. Não sei quem fez isso, mas quem fez acreditou que fez a diferença em um cenário que parecia comum. Eram flores bem diferentes como as que eu faço nas artes digitais. E isso falando em um cenário onde você mal consegue caminhar direito, porque as calçadas não ajudam, elas praticamente são desorganizadas. Queria que a rua fosse diferente com um tipo de calçada que fosse diferente, dentro das obrigatoriedades de acessibilidade, é verdade. Mas diferente em termos de ser mais colorida e como uma assinatura da própria avenida. Eu acredito que dá para ser assim. Ou que, ao menos, deveria ser assim.

Onde ainda houver muros, queria trazer colorido. Onde houver uma calçada, queria trazer forma. Queria trazer um pouco de graça onde eu vejo cinza e muitas vezes buracos e pedras soltas. É sobre a experiência de viver a rua que muita gente tem, mas não sabe. Só descobre essa experiência quem deixa de vivê-la, ora sente saudade, ora não sente, mas lá na frente descobre o quanto essa experiência foi importante para a sua vivência. Queria melhorar essa vivência para que ela seja valorizada não apenas no passado de quem a viveu, mas para que seja valorizada no presente para quem vive o agora. Para que não seja mera saudade, para que seja parte da sua identidade.

Para uns, parece um sonho utópico e impossível, mas quantos sonhos utópicos e impossíveis hoje são reais e fazem parte da nossa rotina? Para outros, a possibilidade de sonhar, que é de graça e faz parte da nossa vontade de mudar o lugar onde a gente vive. Queria que a minha criação fosse além da cidade que a gente conhece. Que fosse para a cidade que eu convivo e que é diferente daquela que a maioria das pessoas conhece. Talvez eu tenha a capacidade – sei lá – de transformar ambientes até então invisíveis. Eu poderia tentar. Eu poderia arriscar. Eu posso acreditar e eu já dei o meu primeiro passo para começar. Para que sonhos utópicos e impossíveis sejam reais.

O primeiro post do dia no Site Josivandro Avelar. Um tema por semana, com uma pergunta por dia sobre assuntos relacionados a arte, cidade e comunicação. Pergunte o que quiser, eu posso lhe responder.

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