Que ruídos já ensinaram mais do que elogios?
Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim
Elogios ensinam? Talvez deixe você mais acomodado e pense: eu não vou inovar, eu vou deixar as coisas como elas estão. Talvez essa zona de conforto te acomode, e você de certa forma precisa sair disso. A verdade é essa: você precisa sair da zona de conforto. Elogios sozinhos não pagam as suas contas. É nesse momento que você olha ao seu redor e percebe o barulho que ninguém mais consegue ouvir senão você mesmo, diante da sua criação: como tudo pode ser tão barulhento no silêncio? Sim, a arte é silenciosa, a criação é silenciosa, tudo o que você faz, faz no silêncio. Mas ao mesmo tempo, tudo ao seu redor grita.
Você ouve coisas que não esperava ouvir. Ouve o que ninguém mais consegue ouvir. São os ruídos que a arte traz. Toda arte, mesmo aquelas perfeitas. Todo texto, que traz nas entrelinhas coisas que você gostaria de falar, mas não pode contar de maneira pública. Deixa algumas mensagens, alguns enigmas, criptografa nos seus próprios textos o que você quer gritar e ainda não pode. O silêncio pode até parecer mais calmo ao redor de todo mundo, mas só você sabe, mais do que ninguém, o quanto o silêncio grita mais alto do que o ruído mais alto que qualquer um consegue ouvir. E como dizem, durma-se com um barulho desses, mas que barulho eu estou ouvindo?
Os ruídos que a gente ouve no meio do nosso silêncio ensinam bastante, mais do que os próprios elogios que você recebe pela sua criação. Os elogios aparecem pela maneira que você faz a sua arte, os ruídos são os significados que a sua arte ganha ao longo do tempo, mostrando que não são apenas meros ruídos: é a sua arte, de certa forma, falando. Parece meio exagerado dizer isso, mas é mais ou menos nesse sentido de criatividade. Sua arte fala mais do que você acredita que ela possa significar, afinal de contas, ela tem o sentido das coisas que a gente quer atribuir, quer seja na intenção que a gente realmente tem, quer seja nas outras coisas que a gente nem imagina.
E é assim que eu trabalho, no sentido não de esperar elogios, eles são consequência e precisam ser encarados assim. Para além disso, preciso estar com os ouvidos atentos para as coisas que talvez você não vá escutar, mas eu posso ouvir mesmo estando no mesmo ambiente silencioso onde você está. E tem coisas que só a gente ouve na nossa consciência ou dentro de nós mesmos. Para tentar entender os significados que são atribuídos as coisas que a gente faz, afinal de contas, os significados vêm dos ruídos. O que eu posso dizer é isso: ruídos ensinam no sentido de que o que você faz vai além do significado que você atribui.
O silêncio grita. Atribui significado. Fala por você. Grita o que você quer que seja ouvido, mesmo que ninguém mais esteja ouvindo, mesmo que tudo pareça calmo e tranquilo quando isso não existe ao seu redor. Quebra a criptografia das suas mensagens. Faz um barulho ensurdecedor. Mas ensina. Porque tem lições que você precisa aprender para melhorar o tempo todo e te tirar da zona de conforto. É disso que você precisa para inovar constantemente, e não existe incentivo maior do que esse barulho que só você pode escutar. Ruídos nem sempre podem ser ruins. Eles podem ensinar bastante. E você percebe quando descobre que o que você faz vai além dos seus planos.
#SetePerguntas
O primeiro post do dia no Site Josivandro Avelar. Um tema por semana, com uma pergunta por dia sobre assuntos relacionados a arte, cidade e comunicação. Pergunte o que quiser, eu posso lhe responder.












