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O inesperado nas interpretações do meu trabalho

Como você lida com interpretações inesperadas do seu trabalho?

Como você lida com interpretações inesperadas do seu trabalho?

Pergunta gerada pela inteligência artificial e respondida por mim

Será que as minhas all types se parecem com capas de livros? O que é vermelho parece rosa nas minhas artes, ou o que parece rosa é vermelho? Ou minhas artes são manifestos sinceros demais? As minhas sátiras das fotoartes de 2012 pareciam reais? Será que as pessoas olham os meus textos, as minhas artes, os meus projetos, com os mesmos olhos que os meus? Quantas interpretações os meus trabalhos podem ter, e que interpretações as pessoas fazem do meu trabalho? Será que as pessoas enxergam o que eu enxergo? E como elas enxergam o meu trabalho? Será que é com os mesmos olhos que os meus?

Já viu que essa pergunta começa cheia de perguntas para responder, não é? Muitas, um parágrafo inteiro da resposta foi feito por perguntas que me vieram a memória para entender como as pessoas enxergam o meu trabalho e como elas enxergam significados que elas mesmas atribuem a coisas que quem cria nem faz ideia do que aquilo possa realmente significar. A arte tem múltiplos significados, que muitas vezes fogem do olhar de quem cria. Quando ela está disponível para as pessoas, passam por vários olhos, vários crivos, vários pontos de vista e várias interpretações, muitas delas que nem sempre a gente que cria pensou no momento.

Diante das tantas perguntas que eu me fiz para entender os olhares que as pessoas tem da minha arte, fora outras tantas que me fugiram da memória, a pergunta de hoje pode me ajudar – e ajudar você – a responder todas essas perguntas. Sabe aquele ditado que “cada cabeça é uma sentença?” É mais ou menos sobre isso, sobre como cada um enxerga significados diferentes a uma mesma obra. É entender o inesperado que aparece no meio de tantas coisas que a gente espera e nunca aparece, mas que pode ser melhor do que a encomenda às vezes. Afinal de contas, tem momentos que as coisas podem ser melhores do que aquilo que você inventou.

Lidar com interpretações inesperadas é justamente lidar com visões diferentes, afinal de contas, nem todo mundo enxerga o mundo do mesmo jeito que eu vejo. Você tem que muitas vezes ensinar como é que as coisas são, porque foram feitas daquele jeito, afinal de contas, as pessoas ou dão a interpretação que bem entenderem ou são estimuladas a dar aquela interpretação por mera conveniência. Tem esse detalhe também. E explicar o que é a arte e qual é o seu conceito é mais do que importante para entender como é que é a criação, como é que é a arte, e como a gente pode fazer algo incrível baseado nas interpretações que as pessoas podem dar a uma determinada obra.

Eu crio as coisas com um significado. As pessoas atribuem o significado que quiserem. E no fim, a gente entende que a arte não precisa ter um sentido claro para quem está criando, e talvez muito menos para quem está vendo. O que é necessário, mais do que nunca, é o respeito a quem cria e para quem se cria. O respeito a arte como expressão e essência. Quando a interpretação respeita esse sentido, todas as que vierem serão bem-vindas e bem aceitas. Mas quando cruza esse limite, é necessário colocar limites, afinal de contas, respeito é fundamental, e tem gente que não sabe o que se passa do lado de cá para falar o que bem entende.

O primeiro post do dia no Site Josivandro Avelar. Um tema por semana, com uma pergunta por dia sobre assuntos relacionados a arte, cidade e comunicação. Pergunte o que quiser, eu posso lhe responder.

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