Este é um texto que, para mim, chegou ao seu final quando eu apertei o botão de publicar. Mas começou como um papel em branco, diante do qual eu olhei e pensei: o que ele poderia ser? Lembrei dos tempos de bloqueio criativo, que eu posso ter uma vez ou outra, mas eu aprendi a superar aquilo me munindo de ideias. Um papel em branco não precisa necessariamente ser um papel em branco. Ele é apenas um ponto de partida.
Um dia desses, comecei a criar um hábito novo ao ver um teclado Bluetooth encostado que eu sabia que poderia ser utilizado no tablet que eu uso para desenhar. Eu tenho o aplicativo do gerenciador do site instalado nele. E umas ideias que eu tinha em mente. Só precisava deixar no rascunho do site, para criar um banco bem robusto de rascunhos para quando eu precisasse naquele momento, eu colocasse no ar. Este texto é um desses.
E então eu criei esse hábito de todas as manhãs. Pelo tempo que eu preciso ter para trabalhar nos meus futuros projetos. Voltei a trabalhar com arte vetorial. A responder as #SetePerguntas com antecedência. E mais um monte de coisas que estimulam a minha criatividade. O que me falta agora? Organizar o tempo, isso é tudo o que eu preciso para o momento! Recuperar o que eu acreditei que perdi, me organizar porque é isso que o mundo exige.
É diante de um papel em branco que eu começo a cumprir os meus objetivos. O que eu estou fazendo é tão e somente externar o que eu penso, o que está dentro da minha cabeça. É transformar ideias em ações concretas. Em menos de uma hora eu consegui deixar dois textos prontos e contando. Enquanto eu tiver vontade, nunca irá me faltar matéria-prima para eu alimentar o site em seu mês mais produtivo.
Bloqueio criativo se enfrenta com hábitos. E eu iniciei os meus diante da vontade de vencer em novas frentes de batalha. Estabeleci as minhas metas, os meus objetivos e quis criar novos hábitos. Cá estou eu em um desses momentos que eu quis que entrasse no ar em um domingo, e bem, é em um domingo que entrou no ar. Respostas e crônicas são as melhores coisas que você pode fazer na mesa de cabeceira.
Este post começou como um papel em branco. Eu fui organizando as ideias e transformando esse papel em branco nesse texto que você está lendo nesse momento. Que eu imaginei de um jeito e se tornou real de outra forma, afinal, você esquece de alguma coisa e quer acrescentar, e quando você quer transformar, não é na mesma ordem, e você arruma os parágrafos, e no fim a última coisa que você digitou nem sempre é o último parágrafo.
As ideias nascem da nossa imaginação e são fruto do nosso ambiente e daquilo que a gente quer nele transformar, diante da necessidade de sempre estar melhorando o ambiente em que a gente vive e sempre estar precisando aperfeiçoar, afinal, nenhuma ideia nasce pronta, ela amadurece com o tempo. A gente amadurece essas ideias e transforma em realidade uma necessidade que a gente precisa suprir.
Afinal, tudo começa como um papel em branco e termina como história e memória que quem registra, não quer que se apague. Quanto mais tempo você dedica para a sua criatividade, menos chance você dá para o bloqueio criativo. E transforma o que está na sua cabeça em objetivo viável e ideia em movimento, que circula o tempo todo e se transforma em parte fundamental da marca que a gente quer deixar no mundo.












