Quando você pensa em “coluna de mobilidade”, você acha que eu falo só de ônibus. Mas não é só sobre ônibus, tanto que a coluna se chama “Vamos conversar sobre transporte?” justamente pela flexibilidade de falar de modos de andar. E por isso queria falar sobre calçadas, afinal, tem uma coisa que eu vou repetir ainda neste texto: mobilidade também se faz a pé, afinal, o pedestre também é elemento da mobilidade urbana de qualquer cidade.
São muito poucas as calçadas que eu conheço que sejam “caminháveis”. As pessoas, por achar que as calçadas são uma extensão de sua casa, fazem de todo jeito, com ladeiras, barreiras e o caminho para quem anda a pé fica tortuoso. Se para quem anda normalmente já é difícil, pior ainda para quem tem mobilidade reduzida ou é cadeirante. E nem contei os deficientes visuais.
E não é difícil encontrar calçadas em condições horríveis. Pedras soltas, buracos, quantas vezes eu topei o pé em uma pedra solta numa calçada? Raras são as calçadas com algum tipo de acessibilidade, e é até louvável que as ruas que estão sendo recentemente pavimentadas pela Prefeitura de João Pessoa contem com calçadas acessíveis, diferente da bagunça das outras ruas de pavimentação mais antiga. É um começo.
Caminhar sem barreiras
Adaptar as calçadas quando se pavimenta uma rua é um começo, mas ainda são raras calçadas assim. E cabe não só as autoridades, mas também a nós como donos das nossas casas, ter a consciência de que, do muro para fora, as pessoas trafegam pelas calçadas das casas. E o que a gente deseja para a gente, precisa colocar em prática.
Eu ando muito a pé, mais ainda nesses últimos dois anos em que eu praticamente só faço caminhar. Pedestre também é elemento fundamental da mobilidade urbana. E se eu ver algum problema de calçada, eu vou falar aqui. No bairro onde eu moro, não faltam casos de calçada ruim ou ausência de calçada. Afinal, mobilidade também se faz a pé.